Três dias após bater recorde anterior, maior campo em águas profundas do mundo acelera ramp-up das plataformas P-78 e P-79 na Bacia de Santos
O pré-sal brasileiro consolidou mais um marco histórico em sua trajetória de elevação de curva de produção. Na última sexta-feira (26), o campo de Búzios, localizado na porção central da Bacia de Santos, rompeu a barreira física de 1,2 milhão de barris de óleo por dia (bpd). O feito ganha contornos de alta eficiência operacional pelo intervalo em que foi atingido: apenas três dias antes, o ativo havia registrado a inédita marca de 1,1 milhão de barris diários.
O avanço sequencial reforça o papel do ativo como a principal engrenagem de geração de fluxo de caixa e de volume técnico do país, posicionando-o de forma isolada na liderança global de projetos em águas ultraprofundas.
Ramp-up da nova geração de plataformas dita o ritmo
A rápida escalada no volume extraído é explicada pela evolução física e operacional das plataformas P-78 e P-79. Ambas as unidades encontram-se em estágio avançado de desenvolvimento e interligação de poços (processo conhecido tecnicamente no setor como ramp-up), caminhando de forma célere para alcançar suas respectivas capacidades máximas nominais de projeto, estabelecidas em 180 mil bpd de óleo cada uma.
A eficiência no comissionamento dessas novas estruturas de ancoragem e processamento tem permitido capturar o elevado potencial de produtividade dos reservatórios do campo, cujos poços costumam apresentar vazões muito acima da média global da indústria de óleo e gás.
Malha de produção atualizada conta com oito unidades
Com a consolidação da nova malha de extração, a infraestrutura submarina e de superfície de Búzios conta atualmente com oito unidades produtoras conectadas ao sistema de escoamento. O portfólio de plataformas em atividade engloba as unidades flutuantes do tipo FPSO (Floating Production, Storage and Offloading) P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma dedicados FPSO Almirante Barroso e FPSO Almirante Tamandaré.
A unidade Almirante Tamandaré merece destaque individualizado no tabuleiro de ativos. Trata-se da maior estrutura em capacidade nominal de produção instalada em águas brasileiras, projetada originalmente para processar 225 mil barris por dia, com capacidade técnica estendida para operar em regimes otimizados de até 270 mil barris diários.
Fronteira de expansão: horizonte prevê 12 navios-plataforma
O plano de desenvolvimento de longo prazo do ativo indica que o pico de produção ainda está por vir. A modelagem final do projeto prevê a operação simultânea de 12 FPSOs na área delimitada do campo.
Para sustentar essa curva de crescimento estrutural nos próximos anos, três novas unidades de grande porte encontram-se atualmente em fase de construção física nos estaleiros internacionais: os FPSOs P-80, P-82 e P-83. Complementarmente, a cadeia de suprimentos e de engenharia se movimenta para a contratação da unidade Búzios 12, projeto de afretamento que atualmente se encontra em estágio de licitação no mercado corporativo.



