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Itaipu: Governo escala núcleo executivo da Fazenda e Casa Civil para o Conselho de Administração

Itaipu: Governo escala núcleo executivo da Fazenda e Casa Civil para o Conselho de Administração

Nomeações de secretários-executivos garantem interlocução direta com as pastas de planejamento e economia em meio às negociações binacionais da usina

O governo federal formalizou, nesta quarta-feira (13), uma importante reorganização na representação brasileira junto ao Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU), os ministros Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil, foram nomeados para integrar o colegiado da binacional.

A movimentação ocorre em um momento em que a governança de Itaipu segue como peça central na agenda de relações exteriores e na política energética nacional. A usina, operada sob um regime de gestão compartilhada entre Brasil e Paraguai, atua como um ativo estratégico não apenas para a segurança elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas também para o equilíbrio fiscal e tarifário do setor.

Mudanças na composição e vagas em aberto

As novas nomeações ocupam as lacunas deixadas por Fernando Haddad e Rui Costa, além de Gleide Andrade, que deixaram o conselho recentemente. Com a entrada de Durigan e Miriam Belchior, o governo mantém o perfil técnico-político de alto escalão na tomada de decisões da usina, garantindo interlocução direta com as pastas que gerem o orçamento e o planejamento do país.

Apesar das nomeações desta semana, o quadro de conselheiros brasileiros ainda não está completo. De acordo com a estrutura da binacional, ainda resta uma vaga a ser preenchida pelo governo federal para recompor integralmente o time de sete conselheiros brasileiros (incluindo o representante do Itamaraty).

Impacto na gestão estratégica

O Conselho de Administração é o órgão de cúpula da binacional, responsável por diretrizes fundamentais que vão desde o orçamento anual até a fiscalização da diretoria executiva. A presença de nomes do núcleo central da Fazenda e da Casa Civil sinaliza a continuidade de uma gestão austera e focada nos acordos bilaterais em vigor.

Historicamente, o conselho da usina na fronteira entre os dois países tem servido como um espaço de alinhamento diplomático e econômico. A substituição dos titulares das pastas pelos seus respectivos secretários-executivos é uma prática comum que visa manter o rigor técnico nas discussões, sem perder o peso político das decisões que envolvem o tratado entre Brasil e Paraguai.