Agenda Setorial 2026: Leilão de Reserva de Capacidade e Baterias dominam debate regulatório

Evento em 19 de março reúne cúpula do setor elétrico para discutir flexibilidade do SIN, sinais de preço e o papel das novas tecnologias na garantia da potência firme.

O setor elétrico brasileiro volta suas atenções para o dia 19 de março, data em que o fórum Agenda Setorial 2026 reunirá os principais tomadores de decisão do país no Rio de Janeiro. No centro das discussões deste ano está o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), mecanismo vital para a contratação de potência firme e para o equilíbrio operativo de um sistema cada vez mais pautado pela expansão das fontes renováveis variáveis.

O debate ganha contornos estratégicos em meio à agenda de reformas e à necessidade de modernização do parque gerador. Especialistas apontam que os próximos certames serão determinantes para garantir a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente diante do fenômeno do curtailment (corte de geração) e da busca por maior flexibilidade sistêmica.

Flexibilidade e Tecnologia: O futuro da Reserva de Capacidade

O encerramento do evento será marcado por um painel de alto nível técnico dedicado às perspectivas do LRCAP. O bate-papo reunirá lideranças de peso, como Marisete Pereira (ABRAGE), Paulo Pedrosa (ABRACE), Joisa Dutra (FGV CERI) e Alexandre Viana (ENVOL), para analisar como a digitalização e a automação estão redefinindo o papel dos agentes e dos grandes consumidores na operação do sistema.

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A pauta também contempla uma das grandes expectativas do mercado para 2026: a viabilização de leilões voltados ao armazenamento de energia em baterias (BESS). A tecnologia é vista como o “elo perdido” para otimizar o uso das fontes eólica e solar, provendo resposta rápida e estabilidade de frequência à rede.

O papel do diálogo na segurança jurídica

Para os organizadores e participantes, o fórum atua como um catalisador de consensos entre reguladores e entes privados. A presença confirmada de representantes do MME, Aneel, ONS e CCEE reforça o caráter institucional do encontro, buscando alinhar as visões sobre os sinais de preço necessários para atrair novos investimentos em infraestrutura.

O diretor de Relações Institucionais da Informa Markets, Hermano Pinto, ressalta a importância da convergência entre os diferentes elos da cadeia produtiva: “A proposta do Agenda Setorial é reunir, em um mesmo ambiente, os diferentes atores que participam das decisões do setor elétrico. Em um momento de transformações tecnológicas e regulatórias, criar esse espaço de diálogo contribui para aprofundar as discussões e alinhar visões sobre os desafios e oportunidades do mercado.”

Perspectivas para os próximos certames

Além da reserva de potência, o encontro deve aprofundar o debate sobre como a abertura do mercado e a integração de novas tecnologias transformam a relação entre oferta e demanda. O objetivo é desenhar um modelo de contratação que não apenas garanta a energia, mas que valorize os atributos de flexibilidade que cada fonte pode entregar ao sistema.

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Organizado pela Informa Markets, o Agenda Setorial 2026 reafirma sua posição como o principal fórum de discussão da agenda político-regulatória brasileira, servindo de bússola para o planejamento do mercado de energia nos próximos ciclos.

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