Eletrobras atinge marca histórica de geração 100% limpa com venda da Usina Termelétrica Santa Cruz

Negócio com a Âmbar marca a consolidação do portfólio renovável da companhia e reforça o compromisso da Eletrobras com a descarbonização total até 2030

A Eletrobras alcançou um marco histórico em sua trajetória rumo à sustentabilidade: a empresa atingiu a meta de geração 100% limpa e renovável, após concluir a venda da Usina Termelétrica de Santa Cruz (500 MW) para a Âmbar Energia, operação anunciada nesta quinta-feira (9).

A transação simboliza o encerramento de um ciclo de investimentos em geração térmica e o início de uma nova fase pautada pela descarbonização e pela ampliação do portfólio renovável. Com isso, a maior companhia do setor elétrico brasileiro reforça seu papel como protagonista na transição energética, alinhada às metas globais de neutralidade climática.

Atualmente, o portfólio da Eletrobras soma 81 usinas, sendo 47 hidrelétricas, 33 parques eólicos e uma solar, todas voltadas à geração de energia limpa e sustentável.

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Estratégia de descarbonização e foco no cliente

Segundo Camila Gualda, vice-presidente executiva de Governança, Riscos, Compliance e Sustentabilidade da Eletrobras, a conclusão da venda da UTE Santa Cruz reforça a estratégia de negócios da companhia e consolida o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência.

“Os desinvestimentos em usinas térmicas são consequência da estratégia de negócios da Eletrobras e permitem que a companhia gere energia totalmente limpa e renovável, reforçando o seu papel de protagonista na transição energética. Somos, cada vez mais, uma empresa voltada para o cliente; primamos por conduzir um negócio responsável e que coexista harmonicamente com a natureza”, afirma Gualda.

A fala da executiva reflete uma das principais diretrizes da empresa: combinar rentabilidade e responsabilidade ambiental, promovendo o equilíbrio entre crescimento econômico e conservação dos recursos naturais.

Negócio com a Âmbar reforça transição do setor elétrico brasileiro

A operação com a Âmbar Energia, que integra o grupo J&F Investimentos, foi anunciada em junho de 2024 e envolve um amplo pacote de ativos térmicos. O acordo inclui a aquisição de 12 usinas a gás natural e de um projeto de implantação de uma termelétrica em Manaus (AM), totalizando 2,1 gigawatts (GW) de capacidade instalada, incluindo a UTE Santa Cruz.

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A conclusão do negócio simboliza não apenas o avanço da Eletrobras em seu processo de descarbonização, mas também o fortalecimento da diversificação da matriz elétrica nacional, com novos players assumindo operações de base fóssil enquanto a estatal se dedica integralmente às fontes renováveis.

Venda de Candiota eliminou um terço das emissões da empresa

O avanço na agenda de sustentabilidade da Eletrobras não é recente. Ainda em 2024, a companhia concluiu a venda do complexo termoelétrico de Candiota, localizado no Rio Grande do Sul, o último ativo a carvão de seu portfólio.

Essa operação teve impacto direto e expressivo na redução de emissões da empresa, contribuindo para eliminar cerca de um terço das emissões totais de gases de efeito estufa da Eletrobras. O movimento reforça a adoção de políticas consistentes de responsabilidade ambiental e o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2030.

Com essas medidas, a estatal privatizada reafirma seu papel de liderança técnica e ambiental no setor elétrico brasileiro, servindo de exemplo para outras companhias que buscam equilibrar competitividade com compromissos ESG.

Energia limpa como pilar da competitividade e da inovação

A estratégia de descarbonização da Eletrobras está inserida em um contexto global em que a sustentabilidade é vetor de inovação e competitividade. A busca por eficiência energética, aliada à expansão de fontes como hidrelétrica, solar e eólica, posiciona o Brasil como um dos países com maior percentual de geração renovável no mundo, e a Eletrobras desempenha papel central nesse cenário.

Além da relevância ambiental, a mudança também tem reflexos econômicos. O foco em energia limpa permite reduzir custos operacionais, atrair investidores e aumentar a resiliência dos negócios diante das mudanças climáticas e de regulações ambientais cada vez mais rigorosas.

Ao eliminar de seu portfólio os ativos mais intensivos em carbono, a empresa passa a concentrar esforços em inovação tecnológica, digitalização de processos e expansão de renováveis, fortalecendo sua presença em mercados estratégicos e abrindo espaço para parcerias com startups e instituições de pesquisa.

Compromisso com sustentabilidade

A venda da UTE Santa Cruz é mais que uma decisão de portfólio: é um passo simbólico e estratégico que consolida a Eletrobras como empresa de energia limpa e inovadora. A companhia demonstra que crescimento e sustentabilidade não são conceitos opostos, mas complementares, e que o futuro do setor elétrico brasileiro passa necessariamente pela descarbonização e pela transição energética justa.

Com metas claras, investimentos consistentes e um portfólio 100% renovável, a Eletrobras reforça sua liderança na construção de um Brasil mais sustentável e competitivo, alinhado às demandas globais por energia limpa e segura.

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