Durante painel na ROG.e 2026, executivos destacaram que o avanço no fluxo de suprimento regional, incluindo volumes de Vaca Muerta, exige investimentos em infraestrutura e segurança jurídica de longo prazo.
A expansão da integração energética no Cone Sul desponta como uma oportunidade estratégica para ampliar as alternativas de suprimento e impulsionar a competitividade do mercado de gás natural no Brasil. A avaliação foi o tônica da participação da Shell Energy Brasil durante o debate sobre os caminhos para a consolidação de um mercado regional unificado.
O painel, moderado por Vinicius Romano, da Rystad Energy, reuniu lideranças do setor, incluindo o presidente da Shell Energy Brasil, Rodrigo Soares, além de representantes da Pan American Energy, da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolivia-Brasil (TBG) e da TotalEnergies. As discussões ganharam tração em um momento em que o mercado brasileiro já absorve os primeiros volumes de gás natural originários de Vaca Muerta, na Argentina, enquanto autoridades e agentes avaliam rotas alternativas de escoamento por meio de gasodutos na Bolívia, Paraguai, Uruguai e conexões diretas via Rio Grande do Sul.
Desafios logísticos e segurança de suprimento
A materialização das rotas transfronteiriças e a consolidação de operações comerciais de maior fôlego foram abordadas pelo presidente da Shell Energy Brasil, Rodrigo Soares, ao destacar que o fluxo cross-border já integra a rotina operacional da companhia na América do Sul, com equipes estruturadas na Argentina e no Chile, cujo foco atual reside na viabilização da chegada desse suprimento ao mercado brasileiro sob contratos de médio e longo prazo.
A estruturação desses acordos comerciais, direcionados principalmente ao atendimento da demanda firme de clientes industriais, exige atenção redobrada aos custos associados à infraestrutura de transporte, conforme pontuou o executivo da Shell Energy Brasil, Rodrigo Soares, ao ressaltar que a garantia física do suprimento e a mitigação de riscos de interrupção são premissas indispensáveis para a segurança operacional das indústrias consumidoras.
Previsibilidade regulatória e fiscal
Para transformar o potencial geológico e a disponibilidade de reservas regionais em projetos de investimento estruturados, o setor elétrico e de gás natural demanda estabilidade institucional e regras claras ao longo de todo o ciclo contratual.
A necessidade de blindar os investimentos de longo prazo contra volatilidades regulatórias e fiscais foi enfatizada pelo presidente da Shell Energy Brasil, Rodrigo Soares, ao argumentar que a consolidação de um ambiente corporativo seguro e previsível é o elemento determinante para destravar o capital privado e acelerar a maturidade do mercado integrado de gás na região.



