Âmbar Energia prevê R$ 5,5 bilhões para modernizar distribuição de energia no Amazonas até 2031

Plano prevê R$ 3,9 bilhões em recursos próprios, 12 novas subestações até 2028 e ações para reduzir perdas não técnicas, estimadas em 44% da energia injetada na rede

A Âmbar Energia prevê investir R$ 5,5 bilhões na distribuição de energia elétrica do Amazonas até 2031. Do total, R$ 3,9 bilhões serão aportados com recursos próprios, enquanto o R$ 1,6 bilhão restantes virão de repasses federais destinados ao programa Luz para Todos e às obras de interligação de sistemas isolados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O plano foi apresentado nesta quinta-feira (3), em sessão na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), e consolida as prioridades da concessionária, que assumiu a prestação do serviço público de distribuição no estado em abril.

Novas subestações e reforço da rede

Entre as principais obras estão a substituição gradual da fiação por cabos concêntricos revestidos, a expansão de circuitos de média e baixa tensão e intervenções emergenciais em pontos críticos, com troca de equipamentos e reforços estruturais.

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A companhia prevê construir 12 novas subestações até 2028, com possibilidade de chegar a 15 unidades nos cinco anos seguintes. O programa também inclui uma linha dedicada para reforçar o suprimento de energia nos municípios de Iranduba e Manacapuru.

Perdas não técnicas são prioridade

A redução das perdas não técnicas é outro eixo central do plano. A Âmbar estima que 44% da energia injetada na rede amazonense não seja faturada em razão de fraudes e ligações clandestinas.

Para enfrentar o problema, a distribuidora pretende digitalizar o parque de medição, ampliar o monitoramento da rede e intensificar a regularização de consumidores. A estratégia busca elevar a eficiência operacional e recuperar receita associada à energia fornecida e não faturada.

Dos R$ 1,6 bilhão em recursos federais previstos no programa, parte será destinada ao Luz para Todos e parte às obras de interligação dos sistemas isolados ao SIN. A integração busca ampliar a confiabilidade do atendimento e reduzir a dependência de estruturas locais de geração nos sistemas que forem incorporados à rede nacional.

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Tarifa segue regulação da ANEEL

Durante a apresentação, o diretor-presidente da Âmbar Energia, João Pilla, também explicou a composição da tarifa de energia no Amazonas. Ele ressaltou que o reajuste é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que estabeleceu variação recente de 3,79%, e destacou que o valor pago pelo consumidor também oscila de acordo com o consumo.

Pilla apontou que períodos de temperaturas mais elevadas podem aumentar a demanda residencial, principalmente pelo uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. A conta de luz, por sua vez, reúne custos de geração, transmissão, encargos setoriais, tributos federais e estaduais e a parcela destinada à operação e manutenção da rede de distribuição.

Com o programa, a Âmbar pretende combinar expansão da capacidade de atendimento, reforço da rede e redução das perdas em uma concessão marcada por desafios de infraestrutura e pela necessidade de ampliar a eficiência operacional. A execução dos R$ 5,5 bilhões será acompanhada dentro do marco regulatório da distribuição de energia elétrica, sob as regras e mecanismos de fiscalização da ANEEL.

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