Projeto de reforço da Subestação Assis adiciona 2 GW de capacidade para o Paraná, incorpora um dos maiores autotransformadores em corrente alternada do país e aumenta a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional.
A TAESA colocou em operação o projeto de reforço da Subestação Assis, no interior de São Paulo, que estabelece um novo marco tecnológico para a infraestrutura de transmissão de energia no Brasil. O empreendimento reúne duas inovações relevantes para o setor elétrico: a instalação do primeiro cabo isolado subterrâneo de 525 kV do país e a entrada em operação de um banco de autotransformadores de 1.500 MVA, um dos maiores em corrente alternada do sistema brasileiro.
O projeto entrou em operação comercial no dia 27 de julho de 2026 e amplia a capacidade de intercâmbio energético entre as regiões Sudeste e Sul, fortalecendo a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e reduzindo restrições operacionais no escoamento de energia elétrica.
Localizada em um dos principais corredores de transmissão do país, a Subestação Assis desempenha papel estratégico na conexão entre grandes centros consumidores e usinas geradoras, contribuindo diretamente para a segurança do suprimento energético nacional.
Tecnologia inédita pode abrir caminho para novos projetos de transmissão
A principal inovação do empreendimento é a utilização do primeiro cabo isolado subterrâneo de 525 kV instalado no Brasil. A tecnologia, amplamente empregada em mercados internacionais, ainda era inédita no segmento brasileiro de transmissão em extra-alta tensão.
A solução permite otimizar a ocupação do espaço físico da subestação, reduzir interferências operacionais e minimizar impactos ambientais, características que podem ampliar sua aplicação futura em áreas urbanas e regiões com restrições socioambientais.
O Diretor de Implantação da TAESA, Jell Lima de Andrade, destaca que o projeto representa um importante avanço para a engenharia do setor elétrico nacional: “O projeto em Assis é um divisor de águas para a TAESA e para a nossa engenharia. Ele não é apenas uma obra de expansão; é a demonstração clara de como a inovação técnica, aplicada com foco na eficiência, pode resolver grandes desafios de ocupação espacial e integração.”
O executivo ressaltou ainda que a adoção da tecnologia subterrânea oferece benefícios operacionais e ambientais relevantes para a expansão da infraestrutura elétrica brasileira: “Ao optarmos por uma solução subterrânea de alta tensão, não apenas otimizamos o layout da subestação, como mitigamos interferências e reduzimos drasticamente o impacto ambiental na região. Estamos entregando um ativo mais compacto, inteligente e pronto para o futuro.”
Reforço amplia em 2 GW a capacidade de atendimento ao Paraná
Além da inovação tecnológica, o reforço da Subestação Assis aumenta em 2 GW a potência disponibilizada ao estado do Paraná, ampliando a capacidade de transferência de energia entre os sistemas elétricos paulista e paranaense. O incremento é considerado estratégico para aumentar a segurança energética da região Sul, reduzir riscos de sobrecarga da rede e melhorar a flexibilidade operacional do SIN, sobretudo diante do crescimento da demanda e da expansão das fontes renováveis de geração.
Outro componente de destaque do empreendimento é a instalação de um banco de autotransformadores de 1.500 MVA, um dos maiores em operação no país. O equipamento foi projetado para elevar a estabilidade elétrica do sistema e garantir maior confiabilidade no fluxo de energia entre as regiões interligadas.
A combinação entre elevada capacidade de transformação e novas soluções de transmissão contribui para eliminar gargalos operacionais e aumentar a robustez do sistema elétrico nacional.
Projeto reforça estratégia de inovação da TAESA
O projeto em Assis está alinhado à estratégia da companhia de incorporar tecnologias avançadas à operação de seus ativos de transmissão. A TAESA vem ampliando o uso de ferramentas digitais, inteligência artificial, sensores inteligentes e sistemas de monitoramento em tempo real para aumentar a eficiência operacional e a disponibilidade de suas concessões.
Na avaliação da empresa, a experiência adquirida no empreendimento poderá servir de referência para futuros projetos de reforços e ampliações da rede básica, especialmente em novos ciclos de investimentos previstos para o setor elétrico brasileiro.
A adoção de tecnologias compactas e de menor impacto ambiental também acompanha a necessidade crescente de expansão da infraestrutura de transmissão para atender à eletrificação da economia e à interiorização dos novos projetos de geração renovável.
Reforço adiciona R$ 19 milhões em RAP à companhia
Do ponto de vista econômico, o projeto acrescenta aproximadamente R$ 19 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) à TAESA no ciclo tarifário 2026-2027, acrescidos dos tributos PIS e Cofins.
Os efeitos financeiros são retroativos a 23 de julho de 2026. A RAP possui caráter provisório e será objeto de revisão durante a próxima Revisão Tarifária Periódica (RTP) da concessão, prevista para ocorrer em 2029.
Com a entrada em operação do reforço da Subestação Assis, a TAESA amplia sua contribuição para a modernização do sistema de transmissão brasileiro, ao mesmo tempo em que incorpora tecnologias inéditas que poderão influenciar a evolução da infraestrutura elétrica nacional nos próximos anos.



