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IA e ITSM avançado viram pilares de resiliência para smart grids e infraestrutura de energia

IA e ITSM avançado viram pilares de resiliência para smart grids e infraestrutura de energia

Com projeção da PwC de salto de 15% no PIB global via inteligência artificial, segmentos de alta criticidade como energia avançam na transição para redes e processos preditivos

A busca por resiliência e continuidade operacional ganhou um novo vetor de urgência estratégica nas grandes corporações de infraestrutura. Em um cenário no qual a indisponibilidade de sistemas pode acarretar prejuízos milionários e riscos sistêmicos, variáveis como rastreabilidade, governança robusta e experiência digital passaram a ditar a capacidade de escala das companhias. Essa pressão por eficiência coincide com um momento de forte aceleração tecnológica: projeções globais da consultoria PwC indicam que os ganhos de produtividade impulsionados por Inteligência Artificial (IA) podem expandir a economia global em até 15% até o ano de 2035.

Essa nova era de produtividade híbrida, caracterizada pela sinergia profunda entre força de trabalho humana, agentes inteligentes e fluxos de trabalho automatizados, exige uma reformulação na base tecnológica das organizações. É nesse contexto que o gerenciamento de serviços de TI (ITSM) muda de patamar. Antes restrito ao suporte técnico reativo e à sustentação básica, o ecossistema corporativo redesenhou o papel estratégico do gerenciamento para transformá-lo em um motor de eficiência de ponta a ponta.

Alta criticidade e o impacto nos setores de utilidades públicas e energia

A migração para modelos preditivos e integrados torna-se mandatória em segmentos onde a paralisia operacional gera impactos socioeconômicos imediatos. Na infraestrutura aeroportuária, a integração de sistemas e o monitoramento em tempo real afetam diretamente a malha logística e o fluxo de passageiros. Na saúde, a estabilidade de redes e bases de dados é vital para a segurança dos pacientes.

No setor de energia, onde a digitalização das redes (smart grids) e a descentralização da matriz avançam em ritmo acelerado, operações resilientes e monitoramento contínuo são essenciais para garantir confiabilidade e segurança ao suprimento elétrico nacional. Respondendo a essas demandas por sustentação contínua e escalabilidade em ambientes complexos, parcerias de mercado têm desenhado soluções customizadas para clientes que operam ativos de alta relevância. Um exemplo dessa transformação em curso é a atuação conjunta que une a Quality Digital e a Desk Manager há aproximadamente cinco anos, atendendo a carteiras de alta criticidade como Vinci Airports, Grupo GSH, Motz, Omni Brasil e Santher.

A convergência entre inteligência operacional e visão consultiva

O amadurecimento dos sistemas de tecnologia exige soluções que combinem ferramentas de ponta a uma profunda capacidade de execução e desenho de processos. A cooperação entre os players de tecnologia busca suprir essa lacuna ao conectar inteligência computacional a uma engenharia de software voltada para ambientes críticos, unindo a capacidade operacional e estratégica à estrutura tecnológica das plataformas de atendimento.

Ao analisar o atual estágio de exigência das grandes corporações por modernização de processos, o CEO da Quality Digital, Julio Britto, aponta os novos parâmetros de competitividade do mercado: “O mercado passou a exigir muito mais do que estabilidade operacional. As empresas precisam integrar automação, inteligência operacional, experiência e escalabilidade em estruturas realmente preparadas para sustentar operações cada vez mais críticas e digitais. Ao longo desses anos, construímos junto à Desk Manager uma atuação muito conectada a essa transformação operacional que o mercado passou a demandar.”

O papel estratégico do ITSM moderno no core business

A superação de arquiteturas isoladas de TI tem acelerado o declínio de modelos de gestão puramente focados no atendimento manual de chamados. A visão contemporânea de governança preconiza que as plataformas de ITSM devem atuar como facilitadoras da receita e da conformidade regulatória, eliminando gargalos de comunicação por meio da automação inteligente e da IA aplicada.

O Head de Parcerias e Alianças Estratégicas da Desk Manager, Matheus Emboava, detalha a transição conceitual e prática pela qual as empresas precisam passar para atingir novos patamares de entrega e maturidade: “Grande parte das empresas ainda utiliza o ITSM de forma predominantemente operacional. O que temos construído junto à Quality Digital é justamente uma evolução desse modelo, conectando automação inteligente, IA, experiência e visão estratégica de negócio para ajudar organizações a avançarem em maturidade operacional. O futuro das operações corporativas passa pela integração entre pessoas, automação e inteligência artificial. A tecnologia deixa de atuar apenas como suporte e passa a assumir um papel estratégico na capacidade das empresas de escalar eficiência, disponibilidade e experiência operacional.”