Copel entra para elite global do ESG no setor elétrico e conquista dupla premiação da S&P Global

Companhia paranaense alcança 84 pontos na Corporate Sustainability Assessment e recebe os selos “Top 10%” e “Industry Mover”, consolidando avanço em governança, transição energética e atração de capital sustentável

A agenda ESG ganhou status definitivo de variável estratégica no setor elétrico global, e as empresas brasileiras começam a ampliar protagonismo nesse ambiente cada vez mais pressionado por investidores institucionais, métricas climáticas e critérios rigorosos de governança corporativa. A Copel foi reconhecida pela S&P Global como uma das companhias de utilities mais sustentáveis do mundo ao integrar o Sustainability Yearbook 2026, anuário que reúne as empresas com melhor desempenho em práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

A elétrica paranaense recebeu simultaneamente os selos “Top 10%”, destinado às corporações com desempenho ESG entre os mais elevados do planeta, e “Industry Mover”, distinção reservada às companhias que registraram a maior evolução setorial nos indicadores avaliados pela agência internacional ao longo do último ciclo de auditoria.

O reconhecimento ocorre em um momento em que investidores globais ampliam a exigência por transparência regulatória, gestão de riscos climáticos e disciplina operacional como condicionantes para acesso a capital de longo prazo.

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ESG deixa de ser agenda reputacional e assume papel financeiro estratégico

O avanço da Copel no ranking internacional reflete uma transformação estrutural no setor elétrico: a sustentabilidade deixou de ocupar apenas um espaço institucional e passou a integrar diretamente as estratégias de valuation, financiamento e mitigação de risco corporativo. A premiação consolida também o reposicionamento operacional da companhia no ambiente pós-corporativização, marcado por foco em eficiência, modernização de ativos e fortalecimento das práticas de governança.

Ao avaliar o impacto do reconhecimento internacional sobre a percepção de investidores e agentes financeiros, o diretor de Governança, Risco e Compliance da Copel, Vicente Loiacono, destacou a incorporação das diretrizes ESG à cultura corporativa da empresa: “Esse reconhecimento internacional confirma que a sustentabilidade está incorporada à estratégia e à cultura da Copel. Avançamos em governança, transparência e gestão responsável, alinhados às melhores práticas globais.”

A companhia também participou do painel executivo “Retorno do Investimento em Sustentabilidade”, promovido durante o evento da S&P Global em São Paulo, no qual executivos debateram a crescente correlação entre métricas ESG, custo de capital e competitividade empresarial no setor de infraestrutura.

Corporate Sustainability Assessment amplia rigor sobre empresas globais

A inclusão no Sustainability Yearbook é resultado do desempenho da empresa na Corporate Sustainability Assessment (CSA) 2025, considerada uma das avaliações ESG mais rigorosas do mercado financeiro internacional. A metodologia analisa milhares de companhias em critérios ligados à governança corporativa, gestão climática, compliance, segurança operacional, capital humano, gestão de riscos e estratégia de descarbonização.

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No ciclo atual, mais de 9,2 mil empresas foram avaliadas globalmente. Apenas 848 atingiram os critérios mínimos exigidos para integrar o anuário da S&P Global. A Copel alcançou 84 pontos na avaliação consolidada, resultado que posicionou a companhia entre os maiores desempenhos globais do segmento de utilities elétricas.

O desempenho foi sustentado principalmente por investimentos em modernização operacional, expansão da geração renovável, fortalecimento de controles regulatórios e aprimoramento dos mecanismos de integridade corporativa.

Ao detalhar a estratégia operacional que sustentou a evolução da companhia nos indicadores internacionais, a superintendente de Sustentabilidade da Copel, Luisa Nastari, ressaltou o alinhamento integrado das áreas técnicas e executivas: “Estar entre as empresas mais sustentáveis do mundo e receber os selos Top 10% e Industry Mover demonstra nossa evolução contínua e estruturada. Esse resultado é fruto de um trabalho integrado, com metas claras e compromisso com a geração de valor sustentável para a sociedade.”

Mercado financeiro amplia pressão sobre métricas climáticas

O reconhecimento internacional da Copel ocorre em um ambiente de crescente sofisticação do mercado de capitais em relação às métricas ESG. Fundos soberanos, bancos multilaterais e investidores institucionais vêm ampliando exigências relacionadas à transparência climática, gestão socioambiental e governança regulatória. No setor elétrico, essa dinâmica se tornou ainda mais relevante diante da aceleração dos investimentos em transição energética, modernização de redes, armazenamento de energia e expansão da geração renovável.

Empresas com indicadores robustos de sustentabilidade passaram a acessar linhas de financiamento verde mais competitivas, além de ampliar capacidade de captação via títulos sustentáveis, debêntures verdes e instrumentos internacionais de climate finance. Nesse contexto, a presença da Copel entre os principais benchmarks globais de ESG reforça o posicionamento do setor elétrico brasileiro como um dos polos mais relevantes da transição energética na América Latina.

Transição energética exige equilíbrio entre governança e rentabilidade

A avaliação da S&P Global também reforça uma percepção cada vez mais consolidada no mercado: sustentabilidade corporativa e rentabilidade operacional deixaram de ser agendas concorrentes. No segmento elétrico, empresas capazes de combinar expansão renovável, estabilidade regulatória, gestão eficiente de ativos e transparência institucional tendem a apresentar menor exposição a riscos jurídicos, reputacionais e financeiros.

A evolução da Copel no ranking internacional ocorre justamente em um momento de forte disputa global por capital voltado à infraestrutura de baixo carbono, o que amplia a importância de indicadores ESG como diferencial competitivo. A tendência é que os critérios ambientais, sociais e de governança assumam peso ainda maior nas decisões de alocação de recursos ao longo da próxima década, especialmente em setores intensivos em capital e altamente regulados, como energia elétrica.

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