Ativo do complexo Grande Sertão II, em Minas Gerais, registrou fator de capacidade de 31,7% em março, superando todos os parques fotovoltaicos do país.
A geração fotovoltaica centralizada no Brasil ganha um novo referencial de eficiência. A usina GSII Solar 3, integrante do complexo Grande Sertão II, em Minas Gerais, alcançou o topo do ranking nacional de desempenho operacional no segmento solar. O ativo, controlado pela Matrix Energia, registrou um fator de capacidade (FC) de 31,7% ao longo do mês de março de 2026.
O índice posiciona o empreendimento mineiro com a maior produtividade do país no período. O monitoramento foi consolidado e publicado pela consultoria ePowerBay, especializada em inteligência de mercado para o setor de energia.
Metodologia e ausência de restrições pelo ONS
O diagnóstico técnico elaborado pela consultoria toma como base os dados oficiais consolidados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A análise adota o fator de capacidade mensal como métrica central, indicador que calcula a razão entre o volume de energia efetivamente injetado na rede e a potência nominal instalada da planta geradora.
Um dos fatores determinantes para que a usina atingisse a liderança foi a resiliência frente aos desafios de escoamento da rede de transmissão. O relatório aponta que a GSII Solar 3 operou o mês completo sem o registro de curtailment, as restrições ou cortes na geração de energia impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essa estabilidade assegurou o aproveitamento integral do recurso solar disponível e atestou a robustez da engenharia do projeto.
Arquitetura tecnológica e infraestrutura do complexo
A alta performance obtida no semiárido mineiro está associada à seleção de componentes de ponta. De acordo com o mapeamento da ePowerBay, o parque fotovoltaico foi estruturado a partir da combinação de módulos da fabricante Trina Solar, inversores centrais com tecnologia Huawei e estruturas de rastreamento solar (trackers) fornecidas pela Arctech.
O Vice-Presidente de Operações da Matrix Energia, Rodrigo Lima, detalha a estratégia de engenharia aplicada ao negócio:“A Grande Sertão II representa a capacidade da Matrix de desenvolver projetos renováveis com excelência operacional desde a concepção até a entrega da energia ao cliente. O reconhecimento do ranking da ePowerBay demonstra a solidez dos nossos ativos e o nosso compromisso com eficiência operacional e uma matriz energética renovável e ao mesmo tempo de alta performance”.
Posicionamento de mercado e foco no ambiente de contratação livre
O complexo fotovoltaico Grande Sertão II demandou um investimento total de R$ 330 milhões, tendo sua construção finalizada e entregue de forma antecipada em relação ao cronograma regulatório original. A planta possui uma capacidade instalada que supera a marca de 103 MWp (Megawatt-pico) e já ingressa no mercado com proteção comercial robusta, apresentando 100% de sua garantia física de energia contratada até o ano de 2028.
Sendo o primeiro ativo de Geração Centralizada (GC) solar a compor o portfólio próprio da Matrix Energia, o projeto amplia substancialmente a oferta de energia limpa voltada para o Mercado Livre de Energia (ACL). A infraestrutura viabiliza o atendimento a grandes consumidores industriais e comerciais espalhados por diferentes submercados do sistema, injetando potência e confiabilidade adicionais à matriz elétrica brasileira em um momento de busca por previsibilidade física e financeira.



