Logística solar: Solfácil investe R$ 1,2 milhão em novo centro de distribuição para acelerar entregas no Sul

Unidade estratégica em Santa Catarina visa reduzir prazos de envio em até 60% e projeta movimentar R$ 150 milhões no mercado de geração distribuída ao longo de 2026.

O mercado de geração distribuída (GD) fotovoltaica no Brasil vive um período de consolidação técnica, em que a eficiência da cadeia de suprimentos se tornou tão vital quanto as linhas de financiamento. Alinhada a essa dinâmica, a Solfácil anunciou a inauguração de seu novo centro de distribuição (CD) na região Sul do país. Localizada estrategicamente no município de Tubarão, em Santa Catarina, a estrutura recebeu um aporte de R$ 1,2 milhão em melhorias estruturais e tem a projeção de movimentar cerca de R$ 150 milhões em ativos solares ao longo de 2026.

A iniciativa visa mitigar um dos principais gargalos dos integradores da região: o tempo de trânsito de componentes pesados e o custo logístico do frete interestadual. Com uma área construída de 4,3 mil m² inserida em um terreno de 9 mil m², o complexo foi projetado com capacidade de expansão futura e atuará como um nó de integração para as demais operações logísticas da companhia pelo território nacional, atendendo de forma direta os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Redução de custos e prazos reconfigura competitividade regional

O impacto operacional da nova estrutura reflete-se na revisão das planilhas de prazo e custo de frete para o ecossistema de instalação solar do Sul. De acordo com o planejamento logístico apresentado, a centralização do estoque deve reduzir os prazos de entrega em mais de 60% para praças catarinenses e em aproximadamente 50% para municípios paranaenses e gaúchos. Adicionalmente, a empresa prevê uma contração média de 25% no valor dos fretes, além de disponibilizar a modalidade de retirada agendada de kits diretamente no local.

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O portfólio concentrado em Tubarão abrange o espectro completo para a montagem de sistemas fotovoltaicos, contemplando módulos, inversores, estruturas de fixação, cabeamento e sistemas de armazenamento por baterias (BESS). A operação distribuirá marcas consolidadas como Osda, Tsun, Hanersun, Goodwe, Huawei, Solis e Sofar, além de soluções proprietárias como o medidor inteligente Solfácil Smart.

O significado institucional do investimento conecta-se com as origens comerciais da empresa, conforme analisa o COO da Solfácil, Eduardo Neubern: “A expansão da nossa operação no Sul representa muito mais do que a inauguração de um novo centro de distribuição. Foi nessa região que a Solfácil começou a construir sua presença no mercado de distribuição solar e deu passos importantes para se consolidar nacionalmente. Voltar agora, com uma estrutura mais eficiente, robusta e preparada para sustentar o crescimento da companhia, tem um significado estratégico e também relevante para nós. É uma forma de reconhecer a importância que o Sul teve na trajetória da empresa e reforçar nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos integradores e parceiros da região, entregando uma experiência ainda melhor. O bom filho à casa torna.”

Regionalização de estoques atende à maturidade da geração distribuída

A abertura do CD ocorre em um cenário setorial de margens mais estreitas e maior exigência de governança por parte das empresas de engenharia e integração. Se nos primórdios da GD o preço do watt-pico ditava o fechamento de contratos, a maturidade do mercado passou a exigir previsibilidade física de estoque para evitar o descumprimento de cronogramas de conexão junto às distribuidoras locais (como Celesc, Copel e RGE).

A pressão por eficiência na ponta final da cadeia de valor balizou a decisão técnica de descentralização, conforme aponta o Head da Distribuidora da Solfácil, Lucas Rogério: “Com o novo centro de distribuição, conseguimos regionalizar estoques, encurtar prazos e dar mais previsibilidade para os integradores do Sul, especialmente em um momento em que o cliente está mais sensível a prazo, preço e disponibilidade de equipamentos.”

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O movimento da companhia sinaliza uma tendência clara para o mercado de distribuição solar em 2026: a migração de operações puramente financeiras ou de corretagem (drop-shipping) para estruturas robustas de logística regionalizada, onde a proximidade física com o instalador funciona como o principal diferencial competitivo para sustentar o avanço da micro e minigeração distribuída.

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