Empreendimento Terminal Rio – Lagos reforça a segurança do SIN ao integrar mais de 2,2 GW de capacidade termelétrica e aliviar sobrecargas nas redes de 345 kV.
O Rio de Janeiro consolidou um importante avanço na infraestrutura de transmissão de energia na última semana. No dia 6 de maio, entrou em operação comercial a linha de transmissão Terminal Rio – Lagos, operando em 500 quilovolts (kV). Com uma extensão de 227 quilômetros, o projeto é peça-chave para a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para a otimização do despacho de grandes blocos de energia na região Sudeste.
A entrada em operação deste ativo soluciona um gargalo logístico de energia, permitindo que a infraestrutura suporte a integração de novas fronteiras de geração. O empreendimento é fundamental para viabilizar o escoamento da potência proveniente de duas gigantes do parque térmico fluminense: as usinas Marlim Azul (565 MW) e GNA II (1.673 MW), totalizando um acréscimo de segurança de mais de 2,2 GW ao sistema.
Alívio nas redes de 345 kV e segurança energética
Historicamente, o fluxo de energia na região apresentava concentrações elevadas nas redes de 345 kV, que possuem menor capacidade de transporte. Com a nova linha de 500 kV, o sistema ganha uma “avenida” de alta capacidade, permitindo uma redistribuição técnica dos fluxos que vêm tanto da região Norte quanto da geração local.
Ao analisar o impacto técnico da obra, especialistas ressaltam que a nova infraestrutura cumpre um papel estratégico na estabilização de tensões e na redundância do suprimento: “A nova infraestrutura reduz riscos de sobrecarga e aumenta a confiabilidade e a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN) ao realocar os fluxos de energia provenientes da UHE Belo Monte por meio do bipolo de corrente contínua e dos grandes empreendimentos de geração termelétrica da região anteriormente concentrados nas redes de 345 kV de menor capacidade.”
Integração estratégica com o Hub de Gás e Belo Monte
Além de servir como suporte direto para a geração termelétrica a gás natural, setor que vem recebendo fortes investimentos no Rio de Janeiro, a linha Terminal Rio – Lagos atua de forma complementar ao escoamento da energia de Belo Monte. Através do bipolo de corrente contínua, a energia vinda da Amazônia pode agora ser distribuída com maior fluidez dentro do centro de carga do Sudeste.
Com a operação comercial autorizada, o empreendimento reforça o papel do Rio de Janeiro como um hub energético vital, garantindo que a energia gerada no estado chegue aos centros consumidores sem restrições técnicas, minimizando o risco de falhas operacionais em momentos de pico de consumo.



