Comissão de Minas e Energia da Câmara Debate Futuro do Setor Elétrico Brasileiro em Itaipu

A audiência discutiu temas cruciais como transição energética, modicidade tarifária e inovação no setor elétrico

Em meio às discussões nacionais sobre transição energética, modicidade tarifária e inovação no setor elétrico, a Usina Hidrelétrica de Itaipu voltou a ocupar papel central no debate público. A gigante binacional sediou nesta quinta-feira (3), em Foz do Iguaçu (PR), um encontro com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. A reunião, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) com apoio da Itaipu Binacional e instituições do sistema elétrico brasileiro, buscou aproximar parlamentares das complexidades técnicas, regulatórias e socioeconômicas do setor.

O evento reuniu autoridades estratégicas como o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea; o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado; a diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agnes da Costa; e o presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos. Pela Itaipu, o diretor financeiro executivo, André Pepitone, conduziu um painel que destacou o papel da usina como âncora da segurança energética e do desenvolvimento sustentável no país.

“É fundamental que os parlamentares compreendam a estrutura e os desafios do setor elétrico brasileiro. E Itaipu é um exemplo emblemático disso, pela sua complexidade institucional e relevância estratégica”, explicou o secretário executivo do MME, Arthur Cerqueira Valério.

- Advertisement -

Uma tarifa que impacta positivamente milhões de brasileiros

Durante a apresentação, Pepitone reforçou o compromisso da Itaipu com a modicidade tarifária. Segundo ele, o acordo firmado em 2024 com o Paraguai, que assegura a tarifa de US$ 16,71 kW.mês até 2026, resultará em uma economia significativa ao consumidor brasileiro. O valor corresponde a R$ 204,95/MWh — bem abaixo do custo médio estimado pela Aneel para 2025 (R$ 307,29/MWh).

“Com essa tarifa, a Itaipu contribui de forma direta para reduzir os custos da energia elétrica nas residências, nas indústrias e no comércio. E isso sem abrir mão dos investimentos sociais e ambientais”, destacou Pepitone.

O modelo de gestão da binacional também foi abordado: a governança rigorosa inclui auditorias internas e externas, compliance, ouvidoria e o cumprimento de normas internacionais como a Lei Sarbanes-Oxley (SOX). A proposta, segundo o diretor, é garantir total transparência na aplicação dos recursos da empresa.

Compromisso com o desenvolvimento socioambiental

Outro ponto alto do encontro foi a apresentação dos projetos sociais e ambientais liderados pela usina, reunidos no programa Itaipu Mais que Energia. A iniciativa beneficia diretamente cerca de 11 milhões de brasileiros em 434 municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Entre os resultados, destacam-se a recuperação de mais de 8 mil nascentes, construção de 90 Unidades de Valorização de Recicláveis (UVRs), apoio a comunidades indígenas e melhoria da infraestrutura de 80 hospitais filantrópicos.

- Advertisement -

Desde 2005, uma nota reversal entre os governos do Brasil e Paraguai determina que os investimentos socioambientais sejam parte permanente da missão da Itaipu, integrando-se à atividade de geração de energia.

“Essas ações não são apenas políticas de governo. Elas são políticas de Estado, construídas em acordo entre as duas nações e mantidas ao longo dos anos com compromisso e responsabilidade”, afirmou Pepitone.

Protagonismo na transição energética

Além de manter uma das tarifas mais competitivas do setor, a Itaipu também se posiciona como protagonista da transição energética global. A usina vem apoiando eventos internacionais como o G20 e a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP), e investe em pesquisas sobre novas fontes de energia, como hidrogênio verde, solar e combustível sustentável de aviação (SAF).

Desde 1984, a Itaipu já distribuiu mais de R$ 1,2 bilhão em royalties, beneficiando seis estados e 347 municípios brasileiros. Esse montante supera, com folga, a soma repassada por outras 59 usinas cotistas do Sistema Interligado Nacional (SIN) como compensação pelo uso de recursos hídricos.

Visita técnica e inclusão social

A programação do encontro segue nesta sexta-feira (4) com uma visita técnica à usina e ao projeto Meninos do Lago, que promove a canoagem entre jovens em situação de vulnerabilidade social na região de Foz do Iguaçu. A iniciativa é mais uma evidência de como Itaipu integra desenvolvimento social, educação e inclusão às suas operações.

Como sintetizou o deputado Danilo Forte (União/CE), membro da Comissão de Minas e Energia: “A energia é um insumo essencial para toda a sociedade. E Itaipu tem mostrado que é possível gerar energia limpa, manter tarifas acessíveis e ainda transformar vidas”.

Destaques da Semana

Caducidade da Enel SP: ANEEL encerra instrução e dá 10 dias para alegações finais

Relatora Agnes Costa notifica a concessionária após manifestações da...

Ludimila Lima assume diretoria da ANEEL após fim do mandato de Fernando Mosna

Publicada no Diário Oficial da União, convocação da superintendente...

Alcolumbre envia marco dos minerais críticos às comissões e afasta urgência no Senado

Matéria central para a cadeia de baterias, eólicas e...

Artigos

Últimas Notícias