Sudene libera R$ 161 milhões para Transnordestina e complexo solar em Pernambuco

Recursos do FDNE fortalecem projetos estratégicos do Novo PAC e ampliam investimentos em logística ferroviária e energia renovável no Nordeste

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste aprovou a liberação de R$ 161,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para dois dos principais projetos estruturantes em andamento na região: a ferrovia Transnordestina, no Ceará, e o complexo fotovoltaico Sol do Agreste, em Pernambuco.

Os aportes foram autorizados nesta quinta-feira (7) e reforçam a estratégia do Governo Federal de acelerar empreendimentos considerados prioritários dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com foco em infraestrutura logística, segurança energética e desenvolvimento regional.

Do total aprovado, R$ 41,2 milhões serão destinados às obras da Transnordestina. O restante dos recursos será direcionado ao complexo solar Sol do Agreste, empreendimento já em operação nos municípios pernambucanos de São Caetano e Tacaimbó.

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FDNE amplia protagonismo em projetos estruturantes do Nordeste

O avanço dos desembolsos reforça o papel do FDNE como principal instrumento de financiamento de longo prazo para projetos de infraestrutura estratégica na região Nordeste.

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destaca que o fundo tem papel central na ampliação da competitividade regional e na atração de investimentos: “O FDNE é um instrumento essencial para viabilizar projetos estruturantes que ampliam a competitividade do Nordeste, geram empregos e reduzem desigualdades regionais de forma sustentável”.

A política de financiamento da autarquia vem ganhando relevância diante do aumento dos investimentos em logística, energia renovável e infraestrutura industrial na região, especialmente em projetos vinculados à transição energética e à ampliação da integração econômica do Nordeste.

Transnordestina avança como eixo logístico estratégico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura em execução no país, a Transnordestina busca ampliar a capacidade logística do Nordeste para escoamento de cargas industriais, minerais e agropecuárias. Com orçamento total estimado em R$ 15 bilhões, a ferrovia mantém diversas frentes de trabalho em municípios cearenses e tem previsão de conclusão integral em 2029.

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Atualmente, cerca de cinco mil trabalhadores atuam direta e indiretamente no empreendimento. A primeira fase do projeto já atingiu 81% de execução e deve ser concluída em 2027, enquanto alguns trechos avançam para a etapa de comissionamento.

O diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Wandemberg de Almeida, afirma que a nova liberação garante continuidade ao cronograma de obras da ferrovia: “Estamos garantindo a continuidade de uma obra que transforma a logística do Ceará e de todo o Nordeste, com geração de emprego, aumento de renda e fortalecimento da economia regional”.

A Sudene participa diretamente da governança do empreendimento como acionista da Transnordestina Logística S.A., além de atuar como financiadora estratégica por meio do FDNE. A previsão é de que os aportes da autarquia na ferrovia alcancem R$ 7,4 bilhões até 2027. Desse total, R$ 6,6 bilhões já foram liberados, incluindo R$ 800 milhões provenientes do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

Complexo solar amplia geração renovável em Pernambuco

No segmento de energia, os recursos aprovados contemplam o complexo fotovoltaico Sol do Agreste, um dos principais empreendimentos solares em operação no estado de Pernambuco. O projeto soma investimentos totais de R$ 327,3 milhões, dos quais R$ 120 milhões foram financiados pelo FDNE, além de recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e capital próprio.

Com capacidade instalada de 170 MW, o complexo amplia a participação da energia solar na matriz elétrica brasileira e reforça o avanço da geração renovável no Nordeste, região que vem consolidando protagonismo nacional na expansão das fontes solar e eólica.

O empreendimento é formado por seis usinas, Sol do Agreste I a VI, que, juntas, reúnem 594 unidades geradoras. A entrada em operação do projeto ocorre em um momento de forte expansão da geração fotovoltaica centralizada no Brasil, impulsionada pela competitividade tecnológica, aumento da demanda energética e necessidade de diversificação da matriz elétrica.

Novo PAC reforça integração entre infraestrutura e transição energética

A combinação entre investimentos logísticos e expansão das energias renováveis evidencia a estratégia do Novo PAC de integrar desenvolvimento regional, infraestrutura e transição energética.

Enquanto a Transnordestina busca reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade econômica do Nordeste, projetos como o Sol do Agreste reforçam a inserção da região como um dos principais polos de geração renovável do país.

O avanço simultâneo dessas iniciativas também amplia a demanda por infraestrutura elétrica, integração energética e modernização da rede de transmissão, consolidando o Nordeste como uma das regiões centrais do novo ciclo de investimentos em energia e infraestrutura no Brasil.

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