ONS projeta avanço de 5,9% na carga de energia em setembro e prevê reservatórios do Sudeste em 55%

Boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico sinaliza demanda média de 85.118 MWm e destaca afluências equivalentes a 199% da média histórica para o subsistema Sul.

A carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve registrar uma expansão de 5,9% em setembro na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando o patamar de 85.118 megawatts médios (MWm). As projeções foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) por meio do Boletim de Carga e Afluências, que monitora os parâmetros operacionais e o comportamento da demanda no país.

A sinalização de crescimento na carga reflete a expectativa de manutenção da atividade econômica e variações de temperatura que pressionam o consumo em centros urbanos e industriais. O dado consolidado orienta o planejamento do despacho térmico e a gestão dos recursos hídricos para o atendimento das pontas de consumo ao longo do mês.

Assimetria hídrica marca projeção de ENA nos subsistemas

No horizonte pluviométrico, o ONS aponta para um cenário de forte variação hidrológica entre as regiões do país. O destaque fica para a Região Sul, cujas hidrelétricas devem registrar Energia Natural Afluente (ENA) equivalente a 199% da Média de Longo Termo (MLT), impulsionada por frentes frias e volumes expressivos de precipitação.

- Advertisement -

Em contrapartida, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, principal caixa d’água do sistema elétrico nacional, tem previsão de afluências alinhadas com a normalidade climatológica, estimadas em 97% da MLT. Nas regiões mais ao norte do país, o quadro indica condições operacionais mais secas: o Nordeste deve receber 67% da média histórica, enquanto o Norte figura com o indicador mais baixo do SIN, projetado em 52% da MLT.

Nível dos reservatórios e estratégia de suprimento

A gestão do armazenamento de energia equivalente no Sudeste/Centro-Oeste projeta um nível de 55,0% ao final do mês de setembro. A manutenção dos estoques nesse patamar assegura margem operacional estratégica para a transição em direção ao período úmido, minimizando a necessidade de acionamento emergencial de térmicas de alto custo fora da ordem de mérito.

Com a consolidação desses parâmetros, a operação contínua do sistema elétrico nacional busca equalizar o aproveitamento da abundância hídrica no Sul com a preservação das reservas estratégicas do Sudeste, garantindo a modicidade tarifária e a confiabilidade do suprimento frente ao avanço da demanda programada.

Destaques da Semana

CMSE encerra período seco com armazenamento de 61% no SIN, 5 pontos acima de 2025

Reservatórios fecharam setembro em condição mais favorável que no...

MPTCU sugere solução consensual no TCU para impasse da Enel São Paulo

Movimentação ocorre enquanto Aneel avalia recomendar a caducidade da...

ANP arremata sete blocos do Pré-Sal e registra maior número de áreas vendidas na OPP

4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha movimentou R$...

ANEEL adia decisão sobre caducidade da concessão da Enel SP após pedido de vista

Diretor Gentil Nogueira interrompe julgamento e aponta necessidade de...

MME cobra da Aneel ponto focal para plano sobre continuidade da Enel SP

Ministério dá cinco dias para agência indicar responsável por...

Artigos

Últimas Notícias