Jorge Bauer, da State Grid, assume presidência do Conselho Diretor ao lado de Rinaldo Pecchio, da TAESA; associação também renova governança e identidade institucional para o ciclo 2026-2028
A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) renovou sua estrutura de governança para o ciclo 2026-2028 e apresentou uma nova identidade institucional, batizada de ABRATE 3.0. Jorge Bauer, vice-presidente da State Grid Brazil Holding, assume a presidência do Conselho Diretor, enquanto Rinaldo Pecchio, CFO da TAESA, passa à vice-presidência. Frederich Einstein, da Cymi Brasil, foi eleito presidente do Conselho Fiscal.
A mudança ocorre em um momento de transformação do setor de transmissão, marcado pela expansão das fontes renováveis, necessidade de reforço da infraestrutura de redes, digitalização e aumento da complexidade operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Nova governança mira modernização da transmissão
A renovação da direção acompanha mudanças no regimento e no estatuto da entidade. A proposta da ABRATE é adequar sua atuação às novas demandas do setor elétrico e ampliar a capacidade de representação das empresas associadas diante da evolução da infraestrutura de transmissão.
À frente do Conselho Diretor, Jorge Bauer afirmou que a prioridade será aproveitar a estrutura da associação para ampliar sua atuação institucional e gerar benefícios aos associados: “Estamos comprometidos com esse novo momento que desejamos dar à associação de impulsionar a ABRATE 3.0 e poder usar o potencial que a associação tem para benefício de todos os associados. Temos a expectativa de implementar de maneira rápida esse novo momento. Conto com todo o suporte da associação e da State Grid.”
Bauer é engenheiro eletricista formado pela Universidad Tecnológica Nacional de Rosario, na Argentina, e possui pós-graduação pelo Programa de Desenvolvimento Gerencial da IESE Business School, em São Paulo. Com mais de três décadas de experiência nos setores elétrico e de infraestrutura, ocupa desde novembro de 2022 a vice-presidência da State Grid Brazil Holding.
Rinaldo Pecchio, que assume a vice-presidência do Conselho Diretor, possui mais de 20 anos de experiência como executivo financeiro em empresas de infraestrutura, energia e agronegócio. Na TAESA, atua como CFO e tem experiência em estratégia financeira, mercado de capitais, governança e estruturação de operações de financiamento.
ABRATE 3.0 incorpora transição energética à agenda institucional
A nova fase também marca a apresentação da identidade visual ABRATE 3.0. A associação associa a mudança à evolução das redes elétricas e à necessidade de uma atuação mais integrada diante da transição energética.
A transmissão ganhou relevância estratégica com a expansão acelerada da geração renovável, especialmente eólica e solar, cuja localização dos recursos naturais nem sempre coincide com os principais centros de carga. Nesse cenário, a expansão e a modernização da rede são fundamentais para transportar energia, ampliar a segurança operativa e permitir a integração de novos empreendimentos ao SIN.
A presidente-executiva da ABRATE, Talita Porto, relacionou a nova identidade ao papel estrutural desempenhado pela transmissão na expansão econômica e energética do país: “O Brasil mudou, o setor elétrico se modernizou e a ABRATE também evoluiu. Estamos entrando na era da ABRATE 3.0, um novo ciclo que exige protagonismo. Como a nossa nova identidade traduz, a transmissão viabiliza os fluxos que conectam a expansão e o desenvolvimento do país. Nós somos a conexão entre a energia que é gerada e o progresso que chega às indústrias, às cidades e às casas dos brasileiros.”
Na concepção da nova marca, as linhas de transmissão passam a incorporar elementos de movimento, representando redes em transformação e a integração entre geração, transmissão e consumo.
Transmissão ganha peso na transição energética
A nova gestão assume a entidade em um período em que a expansão da transmissão se tornou um dos principais vetores de sustentação da transição energética brasileira. O crescimento da geração centralizada e distribuída, a entrada de novos projetos renováveis e a necessidade de maior flexibilidade operacional aumentam a demanda por investimentos em linhas, subestações e sistemas de controle.
Além da expansão física da rede, o setor enfrenta desafios relacionados à digitalização, à resiliência da infraestrutura e à necessidade de coordenar investimentos com a evolução da matriz elétrica e das cargas. A ABRATE 3.0 pretende posicionar a associação nesse ambiente como uma plataforma de articulação entre as empresas de transmissão e os demais agentes do setor, com foco em estudos, representação institucional e discussão de políticas públicas.
Instituto ABRATE mantém frente de estudos estratégicos
A nova gestão também conduzirá o Conselho do Instituto ABRATE, braço da associação dedicado à elaboração de estudos, pesquisas e análises sobre o segmento de transmissão. A estrutura busca ampliar a produção de conhecimento técnico sobre temas que afetam a expansão das redes, a regulação, os investimentos e a integração da infraestrutura elétrica às transformações da matriz energética.
O ciclo anterior foi conduzido por Ricardo Cyrino, CEO da Evoltz. Ao transferir a liderança para Bauer, Cyrino destacou a continuidade do processo de modernização institucional e a importância da transmissão para a transição energética: “Foi um prazer construir esse momento de transformação e modernização da associação. É muito bom ter o Jorge, que era meu vice, como presidente agora, para dar continuidade, melhorando ainda mais o protagonismo da associação no setor elétrico, que é muito importante na transição energética. A ABRATE 3.0 traz um novo regimento interno e estatuto novos. Também marca uma nova gestão que acredito que será muito feliz, dando o protagonismo que a associação merece.”
A mudança de ciclo também encerra a gestão de Fábio Marques, da Quantum, que ocupava a presidência do Conselho Fiscal. Com a nova composição, a ABRATE inicia o período 2026-2028 com foco na modernização institucional e no fortalecimento da representação do setor de transmissão em uma fase de expansão e maior complexidade da infraestrutura elétrica brasileira.



