Equatorial celebra 20 anos na B3 com R$ 50 bi em valor de mercado e BAR de R$ 35 bilhões

De distribuidora regional no Maranhão a gigante de energia e saneamento, grupo atinge EBITDA de R$ 12,2 bi com retorno médio de 20% ao ano aos acionistas.

O Grupo Equatorial completou duas décadas de listagem na B3, consolidando uma trajetória marcada pela expansão de ativos, diversificação setorial e forte crescimento dos indicadores financeiros. A companhia, que iniciou sua história no mercado de capitais a partir da aquisição da antiga Cemar, no Maranhão, alcançou valor de mercado próximo de R$ 50 bilhões e operações estruturadas em distribuição, transmissão, geração de energia elétrica e saneamento básico.

A abertura de capital começou a ser desenhada em 2004, com a compra da Cemar, e culminou na oferta inicial de ações em 2006, quando captou R$ 540 milhões. Em 2008, a companhia migrou para o Novo Mercado da B3, nível máximo de governança corporativa da bolsa brasileira. Desde então, entre 2005 e 2025, o EBITDA ajustado saltou de R$ 188,6 milhões para R$ 12,2 bilhões, com a receita líquida avançando de R$ 1 bilhão para R$ 34,9 bilhões. No mesmo intervalo, a Base de Ativos Regulatória (BAR) expandiu-se de R$ 800 milhões para R$ 35 bilhões.

Da distribuição regional à plataforma integrada de infraestrutura

A transformação do grupo ocorreu por meio de aquisições estratégicas e diversificação de receitas reguladas. O primeiro grande movimento além da distribuição ocorreu em 2016, com o ingresso no segmento de transmissão. Na distribuição de eletricidade, o grupo expandiu sua presença para além do Maranhão ao arrematar as concessionárias do Piauí e de Alagoas e, posteriormente, incorporar a CEEE-D, no Rio Grande do Sul.

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A empresa também avançou em geração renovável com a compra da Echoenergia e ingressou no setor de saneamento por meio da concessão no Amapá. A estratégia envolveu ainda a construção de posições acionárias relevantes em estatais e companhias privatizadas do setor, como Sabesp e Copasa. Atualmente, o grupo mobiliza mais de 52 mil colaboradores próprios e terceirizados.

Ao analisar a evolução do grupo no mercado, o CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda, apontou a disciplina na alocação de capital e a busca por eficiência como pilares do crescimento: “Esses 20 anos representam uma trajetória construída por muitas pessoas e baseada em princípios que continuam orientando a companhia: disciplina na alocação de capital, controle de custos, eficiência operacional, governança e visão de longo prazo. Saímos de uma empresa com um único ativo para nos tornarmos uma companhia de infraestrutura diversificada, mas sem perder a nossa essência. Olhamos para os próximos 20 anos com a mesma disposição para investir, inovar e transformar desafios em oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira.”

Liquidez e retorno ao acionista na B3

O desempenho operacional refletiu-se nos indicadores de valor para os investidores. O Grupo Equatorial registra um Total Shareholder Return (TSR) médio anualizado de 20% desde seu IPO. A base acionária reúne mais de 75 mil investidores, dos quais aproximadamente 65% são institucionais e estrangeiros. A liquidez do papel EQTL3 mantém um volume médio diário de negociação próximo de R$ 300 milhões na bolsa paulista.

Durante evento comemorativo na sede da B3, o CEO da bolsa, Christian Egan, ressaltou a contribuição da companhia para o amadurecimento do mercado de capitais do país: “A Equatorial ajuda a fortalecer o mercado, impulsiona o desenvolvimento econômico e faz toda a sociedade prosperar.”

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Foco em energia e saneamento para o próximo ciclo

Para os próximos anos, a companhia projeta a manutenção do foco em ativos de infraestrutura regulada de longo prazo. O grupo segue atento a oportunidades de consolidação em energia elétrica e saneamento, condicionadas aos parâmetros de disciplina financeira e gestão ativa de portfólio.

No setor elétrico, a presença em distribuição, transmissão e geração confere flexibilidade operacional e sinergias regulatórias. No saneamento, mercado que demanda volumosos aportes de capital para universalização, a Equatorial posiciona-se para disputar novos leilões e concessões.

Perspectivando a atuação do conglomerado frente aos novos investimentos, o CEO Augusto Miranda reforçou o compromisso com a expansão sustentável: “A Equatorial tem uma história brilhante na distribuição, na transmissão, na geração e, agora, no saneamento. A cada dia, aprendemos e nos preparamos para dar continuidade a essa história, atuando em diferentes segmentos de infraestrutura e ajudando o Brasil a crescer. Essa é a nossa vocação e esse é o nosso compromisso.”

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