WEG eleva investimento para R$ 330 milhões em fábrica de baterias BESS em SC

Unidade em Itajaí terá capacidade de 4 GWh por ano e deve iniciar operação comercial no segundo semestre de 2027, em preparação para a expansão do mercado de armazenamento no Brasil

A WEG ampliou para R$ 330 milhões o investimento previsto na nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), em construção em Itajaí (SC). Com a revisão do projeto, a unidade terá capacidade produtiva de 4 GWh por ano e previsão de entrada em operação comercial no segundo semestre de 2027.

A expansão ocorre em um momento de avanço da regulamentação e das discussões sobre armazenamento de energia no país, com o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na modalidade de armazenamento previsto para dezembro de 2026. A nova configuração da planta também incorpora maior nível de automação e mudanças nos processos industriais para ampliar a escala de produção.

Fábrica mira expansão do mercado de armazenamento

O projeto amplia a presença da WEG em uma cadeia que tende a ganhar espaço com o crescimento da geração solar e eólica e a necessidade de recursos capazes de deslocar energia entre diferentes períodos do dia.

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A estratégia da companhia considera a demanda por soluções de armazenamento associada à maior variabilidade da geração renovável. Para Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da WEG, o avanço das fontes renováveis aumenta a necessidade de flexibilidade e de recursos que contribuam para a segurança operacional do sistema.

Na avaliação do executivo, a ampliação da fábrica permite à empresa ajustar sua capacidade industrial ao crescimento esperado do mercado de armazenamento, ao mesmo tempo em que reforça a oferta nacional de soluções para o setor energético.

BESS amplia flexibilidade do sistema elétrico

Os sistemas BESS podem armazenar energia quando há maior disponibilidade de geração e disponibilizá-la posteriormente, conforme as condições de operação e demanda do sistema. A tecnologia também pode ser empregada em situações que exigem resposta rápida, inclusive para lidar com variações na geração renovável e restrições operacionais.

No Sistema Interligado Nacional (SIN), a expansão desses recursos está relacionada ao aumento da participação de fontes cuja produção varia conforme as condições de sol e vento. O armazenamento pode atuar como uma alternativa de flexibilidade, permitindo maior coordenação entre oferta e demanda sem depender exclusivamente da expansão da geração convencional.

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A aplicação também pode envolver o gerenciamento de congestionamentos de transmissão, suporte à operação e deslocamento temporal da energia, dependendo do desenho regulatório e dos serviços que vierem a ser contratados.

Leilão de reserva de capacidade cria demanda potencial

A realização do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade na modalidade de armazenamento representa um marco para a criação de um mercado regulado de BESS no Brasil. O certame está previsto para dezembro de 2026 e deverá estabelecer parâmetros para a contratação de capacidade de armazenamento pelo sistema.

É nesse horizonte que se insere a expansão da fábrica da WEG. Com operação comercial prevista para 2027, a unidade deverá estar disponível após a realização do certame e em um período de potencial materialização dos investimentos associados à contratação de capacidade.

Além do atendimento ao mercado brasileiro, a ampliação da capacidade industrial fortalece a produção local de equipamentos eletroeletrônicos e a integração de sistemas de armazenamento, segmento que envolve fabricantes, integradores, geradores, concessionárias e investidores.

Investimento amplia capacidade industrial da WEG

A nova configuração da planta em Itajaí combina aumento do aporte, maior automação e capacidade produtiva de 4 GWh anuais. A iniciativa amplia a estrutura da WEG para atuar em uma área diretamente associada à integração de fontes renováveis e à necessidade de flexibilidade do sistema elétrico.

O movimento ocorre enquanto o setor avança na definição de regras para incorporar o armazenamento à operação e ao planejamento do SIN. A evolução desse marco regulatório será determinante para definir os modelos de negócio e a demanda efetiva por BESS no país.

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