Operador avança em transparência ambiental com a certificação máxima na mensuração e publicação de suas emissões de gases de efeito estufa.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recebeu a certificação de selo Ouro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), durante cerimônia realizada em São Paulo. A concessão representa o nível máximo de reconhecimento atribuído pela plataforma internacional a entidades e corporações que demonstram alto padrão de rigor técnico, rastreabilidade e transparência pública na elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
O avanço institucional consolida a evolução da governança ambiental do Operador, que havia obtido o selo Prata no ciclo de 2025. A conquista reflete o alinhamento das rotinas operacionais do ONS às exigências internacionais de prestação de contas no âmbito do combate às mudanças climáticas.
Integração com a estratégia ASG e o pilar ONS+Verde
A mensuração detalhada da pegada de carbono do Operador compõe a diretriz corporativa ONS+Verde, pilar voltado ao fortalecimento das práticas ambientais, sociais e de governança (ASG). A iniciativa atua como suporte à transição energética do Sistema Interligado Nacional (SIN), cuja operação lida com a aceleração do volume de fontes renováveis não despacháveis e a necessidade de garantir a segurança do suprimento com menor pegada de carbono.
Ao avaliar a relevância do selo máximo para o posicionamento da entidade no setor produtivo, o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, destacou o alinhamento entre a gestão corporativa e os compromissos institucionais da organização: “Essa conquista reafirma as ações desempenhadas pelo Operador com a transparência e com a integração das questões ambientais e climáticas à sua estratégia de atuação. A iniciativa está alinhada ao objetivo estratégico que traz o compromisso do ONS de atuar de forma sustentável gerando impacto socioambiental positivo para a sociedade.”
Transparência e reporte na transição energética do SIN
A adesão ao padrão máximo do GHG Protocol exige a verificação independente dos dados por organismos terceirizados credenciados, além do reporte completo de emissões diretas e indiretas de escopo. Para o setor elétrico brasileiro, que passa por transformações estruturais rumo à modicidade e à descarbonização, a conduta de transparência adotada pelo órgão central de operação estabelece um parâmetro para os demais agentes da cadeia de geração, transmissão e comercialização.
Com a publicação auditada do inventário, o Operador reforça sua infraestrutura de governança para mitigar impactos socioambientais derivados de suas operações administrativas e técnicas ao longo dos próximos ciclos regulatórios.



