TIM consolida São Paulo como principal polo de geração distribuída e avança em estratégia baseada em inteligência artificial

Operadora concentra 21 usinas renováveis no estado e direciona nova fase de sua estratégia energética para eficiência operacional, gestão de dados e redução da exposição ao mercado livre

A expansão da geração distribuída no Brasil vem transformando a forma como grandes consumidores gerenciam seus custos energéticos e suas estratégias de descarbonização. No setor de telecomunicações, a TIM atingiu um novo estágio de maturidade ao consolidar São Paulo como o principal polo de seu parque próprio de geração renovável, ao mesmo tempo em que redireciona investimentos para ferramentas de inteligência artificial e otimização do consumo.

Atualmente, a operadora possui 136 usinas em operação distribuídas por 23 estados e pelo Distrito Federal. O portfólio reúne ativos de geração solar, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) e unidades de biogás, responsáveis por atender a demanda de mais de 20 mil antenas e estruturas de transmissão de dados em todo o país.

Com produção anual de aproximadamente 474 gigawatts-hora (GWh), o parque de geração da companhia alcançou escala equivalente ao consumo residencial de cidades de grande porte, como Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG). São Paulo lidera a distribuição geográfica dos ativos, com 21 usinas em operação. Na sequência aparecem Paraná, com 19 unidades, e Minas Gerais, berço do programa de geração distribuída da companhia, com 12 empreendimentos.

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Estratégia evolui da expansão para a otimização dos ativos

A jornada da TIM na geração distribuída começou em 2017, com cinco projetos-piloto em Minas Gerais. Desde então, a companhia ampliou gradualmente sua capacidade instalada até atingir um patamar em que a geração própria já responde por 70% do consumo energético de suas operações.

Os 30% restantes são supridos por contratos de compra de energia de longo prazo no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e pela aquisição de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs), permitindo que a operadora mantenha uma matriz elétrica integralmente renovável desde 2021.

Com a infraestrutura consolidada, a empresa inicia uma nova etapa de sua estratégia, priorizando ganhos de eficiência, gestão ativa do portfólio e mitigação de riscos associados à volatilidade do mercado de energia.

O gerente executivo de Energia da TIM, Alisson de Sousa, explica que a companhia está migrando de uma agenda focada na expansão acelerada para um modelo centrado na maximização do valor dos ativos já implantados: “Alcançamos um patamar relevante de maturidade, com uma base de geração já bem estabelecida. A partir de agora, nosso foco está em reduzir a exposição a fontes não renováveis e à compra de energia no mercado livre, ao mesmo tempo em que avançamos em soluções que aumentem a eficiência e o controle do consumo.”

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Inteligência artificial amplia controle sobre custos e consumo

A digitalização da gestão energética tornou-se o principal vetor de inovação da nova fase da companhia. Desde 2025, a TIM vem implementando soluções baseadas em inteligência artificial para monitorar o consumo e automatizar a análise de faturas de energia em milhares de unidades consumidoras espalhadas pelo país.

Os algoritmos desenvolvidos pela empresa analisam padrões históricos de consumo e criam modelos preditivos capazes de identificar desvios operacionais e inconsistências tarifárias em tempo real. A tecnologia cruza informações de carga esperada com os valores faturados pelas distribuidoras, permitindo detectar anomalias relacionadas a cobranças, perdas energéticas, falhas em equipamentos e variações inesperadas no consumo das estações de telecomunicações.

A iniciativa busca ampliar a eficiência operacional, reduzir custos e aprimorar a previsibilidade energética em um ambiente marcado pela crescente complexidade regulatória e pela diversificação das fontes de suprimento.

Telecomunicações ampliam atuação no ecossistema energético

Além da gestão de sua própria demanda, a TIM tem avançado em iniciativas voltadas à democratização do acesso à energia renovável. Internamente, o Clube de Energia oferece aos colaboradores condições facilitadas para migração do consumo residencial para fontes limpas.

No segmento corporativo, a operadora vem estruturando parcerias para acelerar a entrada de consumidores de médio porte no mercado livre de energia. Entre as iniciativas está a colaboração com a Axia, focada na oferta de soluções integradas de fornecimento sustentável e previsibilidade de custos.

O movimento acompanha a abertura gradual do Ambiente de Contratação Livre e reforça a convergência entre os setores de energia e telecomunicações, impulsionada pela digitalização da economia e pelo aumento da demanda por infraestrutura de dados.

Estratégia energética fortalece posicionamento ESG

A consolidação do parque de geração renovável também tem contribuído para o desempenho da companhia em indicadores de sustentabilidade e governança corporativa. Pelo terceiro ano consecutivo, a TIM integra a “A List” do Carbon Disclosure Project (CDP), grupo que reúne as organizações com melhor desempenho global em transparência climática. Entre mais de 22 mil empresas avaliadas pela entidade, apenas 4% alcançam a pontuação máxima.

Na B3, a operadora mantém presença contínua em índices de referência para investidores focados em sustentabilidade, incluindo o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o Índice Carbono Eficiente (ICO2). A empresa acumula 18 anos consecutivos no ISE, registrando a maior permanência entre as companhias do setor de telecomunicações.

A estratégia demonstra como a geração distribuída deixou de ser apenas uma ferramenta de redução de custos para assumir um papel central na gestão de riscos, na digitalização das operações e na construção de vantagens competitivas de longo prazo.

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