Com foco em custo de capital e atração de investimentos de longo prazo, 20ª edição do evento reúne lideranças da Petrobras, Shell, Total e Petronas nesta semana
O setor de energia enfrenta um duplo desafio regulatório e de mercado: calibrar os investimentos bilionários em descarbonização e novas fronteiras exploratórias enquanto digere as profundas transformações da reforma tributária brasileira. Para mapear esse cenário de reorganização de rotas de suprimento globais e volatilidade geopolítica, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças realiza nesta semana, no Rio de Janeiro, o XX Fórum IBEF Rio Óleo, Gás & Energia 2026. O evento, que conta com o patrocínio do Martinelli Advogados, servirá de termômetro para o apetite de capital de risco no país.
A manutenção da competitividade nacional no mapa global de investimentos depende diretamente da construção de um arcabouço fiscal que dialogue com as diretrizes internacionais de transição energética, sem sufocar a rentabilidade dos projetos de exploração e produção (E&P).
Inovação e previsibilidade para superar o modelo de commodities
A transição para que o ecossistema de óleo e gás nacional incorpore maior valor agregado exige uma revisão estrutural em suas diretrizes de fomento. O amadurecimento tecnológico das petroleiras deve caminhar em paralelo com a segurança jurídica do ambiente de negócios.
Ao analisar as precondições necessárias para o fortalecimento institucional da indústria de energia, o sócio do Martinelli e especialista em Tax para o segmento de Óleo & Gás, Vinicius Cardoso Cavalcanti, aponta o direcionamento estratégico a ser adotado: “O caminho para que o País deixe de ser apenas um fornecedor de commodities passa por uma discussão de estratégias mais amplas para o setor energético. Isso envolve o establishment de políticas públicas de incentivo à inovação, o desenvolvimento de tecnologias para melhorar a eficiência das empresas e um ambiente regulatório e tributário previsível e compatível com o cenário internacional.”
Cavalcanti assumirá a coordenação técnica do fórum e mediará o painel inaugural das 9h45, intitulado “A indústria de O&G: Estratégia, capital e decisão no novo ciclo energético”. O debate reunirá Flavio Ofugi Rodrigues, vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil, e Suhan Sidik, Country Chair da Petronas, focando na alocação global de recursos, na descarbonização e na abertura de novas fronteiras correlacionadas ao suprimento global.
O novo equilíbrio fiscal: Fluxo de caixa e viabilidade de projetos
A reestruturação tributária sobre o consumo e a renda representa a principal fonte de apreensão para as diretorias financeiras (CFOs) das operadoras. A migração para o novo modelo impõe a necessidade de simulações rigorosas sobre a velocidade de recuperação de créditos e a manutenção das margens operacionais líquidas.
Para destrinchar as minúcias fiscais e o rearranjo econômico das petroleiras, o sócio do Martinelli Advogados, André Manduzzi, comanda o painel das 16h30, reunindo especialistas que estão na linha de frente dessas negociações com o governo: “André Manduzzi recebe Andrea Torres, Head de Tax da Total; Bruno Fonti, Tax Manager Upstream da Petrobras, e Fábio Gaspar, Country Tax Manager da Shell Brasil. Eles participam, às 16h30, do painel “A reforma do consumo e da renda: O novo equilíbrio fiscal do setor de energia”, que focará em um dos temas de maior apreensão para os executivos financeiros: os impactos práticos da reforma no fluxo de caixa, no custo de capital e na viabilidade de projetos de longo prazo no País.”
A programação do evento conta ainda com outros quatro painéis temáticos fundamentais, desenhados para cobrir transversalmente as principais demandas de infraestrutura, logística e suprimentos do setor energético.
Serviço
- Programação: Disponível por meio do portal oficial do Fórum IBEF Rio.
- Evento: XX Fórum IBEF Rio Óleo, Gás & Energia 2026
- Data: 11 de junho de 2026, a partir das 8h30
- Local: Sede do IBEF Rio – Av. Rio Branco, 156 – 4º andar – Centro – Rio de Janeiro (RJ)



