Em movimento de forte alinhamento estratégico entre os principais acionistas, colegiado elege nova diretoria estatutária com mandato até 2028 e Carlos Brandão na CFO
A Braskem consolidou uma reestruturação profunda em sua governança corporativa e em seu comando executivo. Em reunião realizada ontem, segunda-feira (8), o Conselho de Administração da petroquímica elegeu seus novos membros para um mandato que se estenderá até a Assembleia Geral Ordinária de 2028. O movimento marca uma mudança de patamar no direcionamento estratégico da companhia, com o estreitamento de laços entre os principais sócios controladores, Petrobras e Novonor, e o redesenho completo de sua Diretoria Estatutária.
A presidência do colegiado passou a ser ocupada diretamente pela principal executiva da petroleira estatal, sinalizando um papel mais ativo da Petrobras nas decisões de portfólio, transição energética e investimentos em química verde da Braskem. Por outro lado, a vice-presidência ficou sob a liderança do braço privado da estrutura societária.
Alinhamento societário no topo do Conselho de Administração
A nova composição do conselho reflete o equilíbrio de forças e a busca por sinergias em um momento de spreads pressionados para o mercado petroquímico global. O comunicado oficial detalha a distribuição das cadeiras mais altas do órgão deliberativo.
A Braskem elegeu nesta segunda-feira (8) os novos membros do Conselho de Administração da companhia para mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2028. Na sequência, o novo colegiado elegeu a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para liderar o conselho, tendo Hélio Baptista Novaes, da Novonor, como vice-presidente. A lista completa dos eleitos consta no fato relevante publicado nesta terça-feira (9).
Reformulação na Diretoria Estatutária e novo CEO
Imediatamente após a instalação do novo Conselho de Administração, o órgão promoveu uma guinada na linha de frente executiva da Braskem. Para conduzir as operações do grupo, Helcio Tokeshi foi escolhido como o novo diretor-presidente (CEO). O comando das finanças e a interlocução direta com o mercado de capitais também foram renovados, com a chegada de Carlos Augusto Brandão à Diretoria Financeira e de Relações com Investidores (CFO).
A engenharia institucional montada pelos acionistas buscou oxigenar posições-chave de suporte à operação, conformidade e inovação. A lista oficial de executivos que passam a compor o alto escalão da petroquímica foi formalizada pela empresa. O novo Conselho de Administração também promoveu mudanças na Diretoria Estatutária, com mandato de dois anos:
- Helcio Tokeshi – diretor-presidente;
- Carlos Augusto Brandão – diretoria Financeira e de Relações com Investidores;
- Nir Lander – Assuntos Corporativos;
- Luiz Gustavo Perrotti Rossato – Transformação;
- Carlos Plachta – Mercado Consumidor e Logística;
- Raphael Franco de Campos – Operações;
- Camilla Tedeschi de Toledo Tápias – Jurídica;
- Marcio Pitzer – Compliance e Conformidade.
Transição de comando e saídas estratégicas
O processo de transição executiva implica o encerramento do ciclo de lideranças que estiveram à frente da gestão da petroquímica nos últimos anos. Deixam os seus postos e a companhia os executivos Roberto Prisco Paraiso Ramos, Felipe Montoro Jens, Geraldo Magela de Moraes Vilaça Netto e Stefan Lanna Lepecki.
O redesenho na governança ocorre sob forte escrutínio do mercado, que monitora de perto as discussões sobre o futuro da estrutura acionária da Braskem, a otimização de suas plantas industriais no Brasil e no exterior e a equalização de passivos socioambientais. A nova gestão assume o desafio imediato de recuperar as margens operacionais do negócio e alinhar as metas de descarbonização da indústria química nacional.



