ENGIE Brasil Energia cresce 10,1% em receita no 2T25 e reforça protagonismo na transição energética

Companhia investe R$ 781 milhões no trimestre, avança em projetos eólicos e solares e aprova distribuição de R$ 719 milhões em dividendos

A ENGIE Brasil Energia (B3: EGIE3) divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2025 com indicadores sólidos que reforçam sua posição como uma das líderes do setor energético nacional em sustentabilidade e inovação. A empresa registrou receita operacional líquida de R$ 3,1 bilhões, um crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionada principalmente pela entrada em operação de novos ativos renováveis e pelo aumento da receita com construção de empreendimentos de transmissão.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 1,9 bilhão, enquanto o lucro líquido ajustado foi de R$ 564 milhões. Embora representem quedas de 4,4% e 34,0%, respectivamente, os resultados refletem uma base de comparação elevada, já que, no 2T24, a Companhia havia registrado uma indenização extraordinária de R$ 262 milhões pelo atraso nas obras do Conjunto Eólico Santo Agostinho (RN).

Investimentos robustos impulsionam crescimento sustentável

A ENGIE Brasil Energia manteve o foco em sua estratégia de crescimento pautada por fontes renováveis e infraestrutura de transmissão. Foram investidos R$ 781 milhões no segundo trimestre, dos quais R$ 621 milhões foram destinados à construção de novos projetos.

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Entre os destaques do período está a conclusão das obras do Conjunto Eólico Serra do Assuruá, na Bahia. Com 24 parques eólicos e 846 MW de capacidade instalada, o empreendimento já opera comercialmente com 165 dos 188 aerogeradores, tornando-se o maior parque eólico da ENGIE no mundo. Toda a energia gerada é comercializada no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

Outro projeto em destaque é o Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, no Rio Grande do Norte, que alcançou 96% de avanço físico até junho. O complexo soma 552,7 MW entre ativos em operação comercial e em testes, e tem previsão de entrada em operação total até o final de 2025, consolidando a energia solar como pilar estratégico da ENGIE no país.

Avanços no segmento de transmissão e inovação financeira

No setor de transmissão, a Asa Branca Transmissora de Energia obteve Licença Prévia do Ibama e avançou nas obras civis e eletromecânicas. Já a Graúna Transmissora de Energia iniciou, em julho, a operação de seu trecho brownfield, iniciando o recebimento de Receita Anual Permitida (RAP), o que representa 5% da receita total do projeto.

No campo da inovação financeira, a ENGIE Brasil Energia realizou a primeira emissão de debêntures verdes da sua história, no valor de R$ 2,2 bilhões. Os recursos obtidos serão destinados à modernização de ativos e à expansão da capacidade instalada de fontes renováveis.

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Reconhecimento ESG e crescimento no mercado livre

No aspecto ambiental, social e de governança (ESG), a empresa recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reafirmando seu compromisso com a transparência na gestão das emissões de gases de efeito estufa. A ENGIE também foi destacada pela XP Investimentos como uma das nove empresas brasileiras mais promissoras para investidores focados em ativos sustentáveis e alinhados à economia de baixo carbono.

No mercado livre de energia, a ENGIE observou uma expansão de 21,7% na base de clientes e um aumento de 15,0% no número de unidades consumidoras na comparação com o segundo trimestre de 2024. Esses dados reforçam a estratégia da companhia de oferecer soluções energéticas sustentáveis, personalizadas e de longo prazo.

Distribuição de dividendos reforça compromisso com acionistas

Em conformidade com sua Política de Dividendos, o Conselho de Administração da ENGIE Brasil Energia aprovou a distribuição de R$ 719,2 milhões em dividendos intercalares, o que representa R$ 0,8814 por ação.

Segundo Eduardo Sattamini, Diretor-Presidente da companhia, os resultados reafirmam o papel da ENGIE na transição energética brasileira e na geração de valor para todas as partes interessadas:

“Estamos entregando crescimento com responsabilidade, antecipando as necessidades do mercado e contribuindo efetivamente para a transição energética do país. Seguimos comprometidos com a geração de valor sustentável para nossos acionistas e para toda a sociedade.”

Perspectivas: protagonismo em fontes limpas e estrutura resiliente

Com um portfólio cada vez mais focado em fontes limpas, a ENGIE Brasil Energia se consolida como um dos principais agentes da transição energética no Brasil, aliando desempenho financeiro robusto, inovação tecnológica e compromisso ambiental.

A emissão de debêntures verdes, os avanços em projetos e a expansão no mercado livre refletem uma visão estratégica clara de longo prazo, capaz de responder aos desafios da nova economia energética e de posicionar a companhia como referência em sustentabilidade e rentabilidade no setor elétrico.

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