Novos valores entram em vigor em 7 de agosto de 2026 para mais de 1,8 milhão de unidades consumidoras; variação na alta tensão chega a 8,65%, impulsionada por custos de compra, transmissão e encargos financeiros
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deliberou e aprovou, nesta terça-feira (28/7), o Reajuste Tarifário Anual (RTA) de 2026 da EDP Espírito Santo Distribuição de Energia S.A. (EDP ES). Os novos índices tarifários passarão a vigorar a partir do dia 7 de agosto de 2026, afetando a conta de luz de aproximadamente 1,82 milhão de unidades consumidoras atendidas pela concessionária em 70 municípios capixabas.
O resultado do processo tarifário aponta para um efeito médio percebido pelos consumidores cativeiros de 7,52%. A revisão anual reflete a atualização dos custos operacionais não gerenciáveis da distribuidora (Parcela A) e a recomposição da inflação sobre os custos gerenciáveis (Parcela B), além dos ajustes financeiros de ciclos anteriores.
Impacto discriminado por nível de tensão e classes de consumo
A variação tarifária aprovada pela agência reguladora apresenta distribuições assimétricas entre os diferentes níveis de tensão operados pela distribuidora. Para os consumidores atendidos na Alta Tensão (como indústrias e grandes estabelecimentos comerciais), o efeito médio será de 8,65%. Já para o segmento conectado à Baixa Tensão, a variação média aprovada foi de 7,11%.
Dentro do grupo da Baixa Tensão, a classe residencial B1, que concentra a maior fatia de clientes da concessionária, terá um reajuste de 7,27% em suas tarifas aplicáveis.
| Classe de Consumo / Nível de Tensão | Índice Aprovado (%) |
| Consumidores Residenciais (B1) | 7,27% |
| Baixa Tensão (Média) | 7,11% |
| Alta Tensão (Média) | 8,65% |
| Efeito Médio para o Consumidor | 7,52% |
Drivers do reajuste: compra de energia, rede e componentes financeiros
Na composição do cálculo tarifário da EDP ES, os vetores de maior peso para a revisão positiva foram os custos atrelados à aquisição de energia elétrica, as tarifas de transporte (transmissão e distribuição) e os encargos setoriais.
Adicionalmente, a memória de cálculo do RTA incorporou o rebalanceamento de componentes financeiros apurados ao longo do último período tarifário. Esses itens compensatórios são neutralizados e diferidos pela ANEEL para repasse ao longo dos 12 meses subsequentes, visando preservar a sustentabilidade econômico-financeira do contrato de concessão sem acarretar volatilidade excessiva ao consumidor final.



