Instituto Equatorial consolida política de ESG no setor elétrico com aporte de R$ 35 milhões em sete estados

Braço de investimento social do Grupo Equatorial atinge marco de dois anos com apoio a 869 organizações, foco no fortalecimento de redes comunitárias, expansão do programa Energia Feminina e incentivo à bioeconomia na Amazônia.

A integração entre a gestão de ativos do setor elétrico e a responsabilidade territorial tem ganhado centralidade nas estratégias corporativas das principais utilities do país. No fechamento do seu segundo ano de operação, o Instituto Equatorial, braço socioambiental do Grupo Equatorial, atinge a marca de R$ 35 milhões direcionados ao investimento social privado. A iniciativa já alcançou mais de 160 mil pessoas diretamente e prestou suporte técnico e financeiro a 869 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) distribuídas por Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul.

A estruturação da entidade reflete a virada estratégica iniciada pela holding em 2021, quando as diretrizes ambientais, sociais e de governança (ESG) passaram a integrar de forma transversal a política operacional das concessionárias do grupo.

O diretor-presidente do Instituto Equatorial, Mauricio Velloso, aponta como a instituição consolidou sua governança para atuar nas regiões de concessão: “Criamos o Instituto Equatorial com o propósito de transformar o investimento social em uma política estruturada, permanente e conectada às necessidades reais das comunidades. Nestes dois anos, conseguimos construir uma atuação sólida, ampliando oportunidades, fortalecendo organizações locais e promovendo impacto social duradouro nos territórios onde atuamos.”

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Edital Diálogo: transferência de recursos e diretrizes de compliance

O principal instrumento de fomento do instituto, o Edital Diálogo, consolidou-se como uma ferramenta de desenvolvimento territorial integrado. Lançado em 2024 e executado ao longo de 2025, o programa destinou R$ 3 milhões para o financiamento de 151 propostas comunitárias, selecionadas a partir de um universo de 424 projetos submetidos.

Além do aporte de capital, a iniciativa contempla o acompanhamento contínuo da gestão e da governança das entidades locais. Em sua segunda edição, a chamada pública incorporou formalmente preceitos de compliance e integridade do Grupo Equatorial às organizações de base atendidas.

A coordenadora do Instituto Equatorial, Janaina Ali, destaca a metodologia participativa e o escopo intersetorial adotado pela gestão: “Queremos transformar vidas e criar oportunidades reais para que as pessoas tenham um amanhã melhor do que imaginam hoje. Estamos em territórios com desafios significativos de desenvolvimento humano. Nosso compromisso é atuar de forma intersetorial, em rede, sempre lado a lado com quem está na ponta. A transformação só acontece quando as pessoas são ouvidas e reconhecidas.”

No detalhamento geográfico dos aportes do edital, o Pará liderou em número de beneficiados, somando R$ 618 mil investidos em 31 projetos que alcançaram 27.143 pessoas. O Maranhão recebeu um volume equivalente de R$ 613 mil para outros 31 projetos, impactando 63.306 cidadãos. O programa também distribuiu recursos entre o Amapá (11 projetos), Piauí (20), Alagoas (19), Goiás (20) e Rio Grande do Sul (19).

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Autonomia econômica e bioeconomia na pegada de concessão

No eixo de inclusão produtiva, o programa Energia Feminina, desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), expandiu sua área de atuação. Após a fase piloto conduzida em 2025 no Pará e Piauí, a iniciativa passou a cobrir os sete estados onde o grupo detém concessões, direcionando R$ 2 milhões adicionais em capital semente, formação e mentoria para 784 mulheres empreendedoras. O orçamento acumulado do projeto já supera R$ 5 milhões.

Métricas sociais coletadas durante o ciclo inicial indicam que 83% das participantes se autodeclaram pretas ou pardas, 90% são mães e 25% figuram como únicas provedoras da renda familiar. Do ponto de vista do desempenho financeiro dos empreendimentos assistidos, o faturamento médio mensal das participantes subiu de R$ 1.028 para R$ 3.800, representando um incremento superior a 260%.

Janaina Ali enfatiza os desdobramentos socioeconômicos observados na execução da frente de incentivo ao empreendedorismo: “O Energia Feminina vai muito além da capacitação. O projeto fortalece a autoestima, autonomia financeira e redes de apoio entre mulheres que muitas vezes nunca tiveram acesso a oportunidades de formação e empreendedorismo.”

Nas regiões de floresta contínua, o grupo atua por meio do Programa MUDA, voltado à aceleração de negócios baseados na bioeconomia amazônica. A iniciativa capacitou 55 empreendedores em Macapá (AP) e Belém (PA), selecionando dez negócios para o recebimento de R$ 10 mil em capital semente, equipamentos de informática, conectividade dedicada por 12 meses e consultoria operacional.

Paralelamente às agendas institucionais próprias, a holding canaliza aportes via leis federais e estaduais de incentivo à cultura e ao esporte em feiras, festivais e manifestações regionais nas áreas concedidas. O modelo corporativo de governança social do instituto culminou com a conquista do Prêmio Ser Humano de 2025 na categoria ESG, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

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