Solarprime aposta em BESS industrial e projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2026

Empresa reduz exposição à geração distribuída tradicional e direciona investimentos para armazenamento de energia em segmentos comercial e industrial

A rápida expansão da geração distribuída solar e a pressão sobre as margens do setor estão acelerando o movimento de diversificação das empresas do mercado fotovoltaico brasileiro. Nesse cenário, a Solarprime decidiu reposicionar sua estratégia de crescimento e colocar os sistemas de armazenamento em baterias (BESS) no centro de sua operação.

A expectativa da companhia é alcançar faturamento de R$ 100 milhões em 2026, o dobro do registrado no exercício anterior, impulsionada principalmente pela demanda crescente por soluções de armazenamento no segmento comercial e industrial.

Armazenamento ganha espaço na estratégia energética das empresas

A mudança ocorre em um momento de maturidade da geração solar no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indicam que a capacidade operacional da fonte já supera 70 GW, consolidando a energia solar como a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional.

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Com o avanço da participação renovável, cresce também a necessidade de soluções capazes de reduzir os efeitos da intermitência da geração e otimizar o consumo de energia nos horários de maior custo.

É nesse ambiente que os sistemas BESS vêm ganhando espaço entre consumidores industriais, especialmente pela capacidade de armazenar energia em períodos de tarifa reduzida e utilizá-la durante o horário de ponta.

Arbitragem tarifária impulsiona demanda industrial

Atualmente, a Solarprime possui cerca de 15 MW instalados em sistemas de armazenamento, posicionando-se entre as empresas com atuação relevante no segmento no país.

O principal atrativo econômico dos projetos está na gestão da demanda e na arbitragem tarifária. Ao deslocar o consumo para horários mais baratos, indústrias conseguem reduzir significativamente seus custos energéticos em um mercado onde o valor do quilowatt-hora pode variar diversas vezes ao longo do dia.

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Segundo a companhia, essa dinâmica permite que projetos de armazenamento apresentem prazo de retorno entre um e dois anos, dependendo do perfil de consumo da operação.

Tecnologia chinesa sustenta expansão

Para apoiar a nova estratégia, a Solarprime promoveu ajustes operacionais e reduziu sua participação em projetos convencionais de geração solar.

A empresa também ampliou sua aproximação com fornecedores asiáticos, especialmente chineses, buscando acesso a tecnologias mais avançadas e ganhos de competitividade em um mercado que deve ocupar posição cada vez mais relevante na transição energética brasileira.

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