Nova licença para a controlada TECP substitui documento anterior e integra a construção de circuitos duplos e subestações entre SP e MG.
A Alupar Investimento S.A. superou a última barreira regulatória para dar início ao cronograma físico de um de seus principais ativos de transmissão em carteira. Por meio de sua controlada TECP – Transmissora de Energia Central Paulistana, a companhia obteve o sinal verde definitivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para mobilizar os canteiros de obras do projeto.
O órgão ambiental expediu a Licença de Instalação (LI) nº 1566/2026, que autoriza tanto a implantação da linha de transmissão de 500 kV Silvânia – Nova Ponte 3 – Ribeirão Preto quanto a ampliação de todas as subestações associadas ao empreendimento. O ativo consiste em circuitos duplos (C1 e C2) em circuito duplo (CD), configurando um corredor robusto para o escoamento de energia entre os subsistemas regionais.
Unificação e substituição da LI nº 1561/2026
O novo documento emitido pela autarquia ambiental altera a dinâmica jurídica e operacional detalhada no Comunicado ao Mercado de 20 de maio de 2026. A nova Licença de Instalação nº 1566/2026 substitui integralmente a LI nº 1561/2026, que havia sido liberada dias antes pelo Ibama.
A mudança regulatória corrige o escopo de atuação autorizado. Enquanto a primeira licença focava de maneira restrita nos perímetros das instalações estáticas, o normativo atualizado passa a contemplar, além da ampliação das subestações, a instalação física completa da linha de transmissão associada ao empreendimento. Com isso, o projeto passa a ter uma governança de licenciamento unificada, mitigando riscos de descasamento cronológico entre as obras de linha e de subestação.
O fato foi formalizado no novo documento divulgado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM): “A referida licença substitui integralmente a Licença de Instalação (LI) nº 1561/2026, objeto do Comunicado ao Mercado divulgado em 20 de maio de 2026, passando a contemplar, além da ampliação das subestações, a instalação da linha de transmissão associada ao empreendimento.”
Avanço operacional e cumprimento de condicionantes
A chancela do Ibama conclui o rito pré-operacional técnico exigido pela legislação brasileira. A partir deste marco, a Alupar e a TECP estão legalmente habilitadas a executar a supressão vegetal autorizada, a abertura de acessos e a montagem das torres de transmissão ao longo do traçado que conecta pontos estratégicos de São Paulo e Minas Gerais.
A liberação da diretoria para a entrada das equipes de engenharia de campo agora segue sob a diretriz de cumprimento integral das restrições e programas socioambientais anexos ao documento emitido pelo órgão regulador.
Estratégia de expansão e disciplina de capital
Do ponto de vista financeiro e corporativo, a liberação tempestiva do Ibama reduz o risco de atrasos na construção, garantindo a previsibilidade do início do recebimento da Receita Anual Permitida (RAP) futura do ativo. A consolidação deste empreendimento reforça o posicionamento da transmissora em leilões anteriores da Aneel, onde o controle de custos e os prazos de antecipação determinam a rentabilidade real aos acionistas.
O cumprimento do cronograma socioambiental foi tratado pela governança da holding como um reflexo direto de suas políticas corporativas de sustentabilidade. A obtenção da LI representa uma etapa essencial para o avanço das obras de implantação dos ativos de transmissão da Companhia, reafirmando a estratégia da Alupar de expansão de seu portfólio com disciplina ambiental e financeira.



