Veículos elétricos e híbridos já respondem por 41,4% das corridas em apps de transporte

Economia operacional acelera eletrificação da mobilidade urbana e impulsiona adoção entre motoristas de plataformas

A eletrificação da mobilidade urbana avança rapidamente entre motoristas de aplicativos no Brasil. Levantamento da Machine, com dados de abril de 2026 e baseado em veículos dos anos-modelo 2025 e 2026, mostra que carros elétricos e híbridos já representam 41,4% das corridas analisadas pela plataforma.

O crescimento acompanha a expansão do mercado nacional de veículos eletrificados. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) apontam que as vendas de elétricos cresceram 26% em 2025, impulsionadas pela redução dos custos operacionais e pela menor necessidade de manutenção.

Compactos elétricos lideram a transformação

Os modelos compactos concentram a maior parte das viagens realizadas por veículos elétricos. O BYD Dolphin Mini respondeu por 21,79% das corridas avaliadas, seguido pelo BYD Dolphin, com participação de 9,97%.

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A forte presença desses modelos reforça a mudança de perfil da eletromobilidade no país, que deixa de ser restrita ao segmento premium e passa a integrar operações de alta utilização, como o transporte por aplicativo.

Economia de até 70% no custo por quilômetro

O principal vetor da migração continua sendo financeiro. Estimativas da Enel indicam que um veículo a combustão consome cerca de 10 litros de gasolina para percorrer 100 quilômetros, enquanto um elétrico demanda aproximadamente 20 kWh para a mesma distância. Considerando gasolina a R$ 5 por litro e energia elétrica a R$ 0,70 por kWh, o custo operacional cai de R$ 50 para R$ 14 a cada 100 quilômetros rodados, uma redução superior a 70%.

A estatística da Machine, Júlia Camossa, avalia que a rentabilidade passou a ser o principal argumento para adoção da tecnologia pelos motoristas profissionais: “Para o motorista de aplicativo regional, o veículo elétrico deixou de ser apenas um símbolo de sustentabilidade e passou a ser uma ferramenta de eficiência econômica: menos gasto com manutenção e combustível significa maior margem de lucro no final do mês. O desafio agora é a infraestrutura de recarga acompanhar esse ritmo acelerado de adoção”.

Infraestrutura ainda limita expansão

Apesar do avanço da demanda, a expansão da infraestrutura de recarga continua sendo o principal desafio para a interiorização da mobilidade elétrica, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

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Ainda assim, a combinação entre economia operacional, ampliação da oferta de modelos e uma matriz elétrica majoritariamente renovável deve continuar sustentando o crescimento da eletromobilidade no Brasil.

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