Cemig antecipa metas da ONU e cumpre 100% dos compromissos de transparência e governança

Companhia mineira atinge os objetivos do Pacto Global propostos para 2030 e se consolida ao lado de apenas mais uma organização como referência nacional em compliance e integridade no Fórum Ambição.

A Cemig alcançou um marco inédito em sua trajetória de governança corporativa ao cumprir integralmente, e com quatro anos de antecedência, todas as metas do Movimento Transparência 100%. A iniciativa, capitaneada pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), é diretamente alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes. A concessionária mineira havia aderido ao movimento em novembro de 2023 e, em um intervalo de apenas três anos, zerou a lista de compromissos que tinham como prazo limite o encerramento da década.

O anúncio oficial do reconhecimento ocorreu durante o Fórum Ambição 2030, realizado em São Paulo. Em um universo de 68 grandes empresas participantes do programa regulatório e de sustentabilidade, a Cemig e apenas mais uma organização foram as únicas a atingir a totalidade das metas estabelecidas para 2030, posicionando o setor elétrico brasileiro na vanguarda das discussões globais de compliance.

Os pilares do Movimento Transparência 100% no setor elétrico

Criado pelo Pacto Global da ONU, o Movimento Transparência 100% atua como um indutor para que o mercado corporativo adote critérios rigorosos de governança, combate à corrupção e prestação de contas (accountability). Para empresas de utilidade pública e capital aberto, como é o caso das grandes concessionárias de energia, a clareza na exposição de dados mitiga riscos de mercado e eleva a atratividade para investidores institucionais.

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As metas estruturadas pela ONU e superadas pela estatal mineira abrangem cinco eixos fundamentais:

  • Transparência ativa nas relações com a administração pública;
  • Fortalecimento e independência dos canais de denúncia;
  • Critérios de integridade e ESG atrelados à remuneração da alta administração;
  • Capacitação contínua em ética e compliance para públicos estratégicos;
  • Divulgação irrestrita e didática da estrutura de governança corporativa.

Na prática operacional da Cemig, a conformidade com as diretrizes internacionais resultou na ampliação dos mecanismos de divulgação das interações com entes públicos e na consolidação de regras rígidas para os bônus e salários dos executivos. A empresa também expandiu os treinamentos de combate à corrupção para o quadro próprio de funcionários e para a cadeia de fornecedores considerados críticos, além de abrir ao mercado os indicadores e o tempo médio de apuração das manifestações recebidas em sua Ouvidoria.

O direcionamento estratégico e o impacto institucional dessa conquista foram destacados pelo presidente da Cemig, Alexandre Ramos: “Cumprir integralmente, e de forma antecipada, os compromissos do Movimento Transparência 100% reforça a cultura de integridade construída pela Cemig ao longo dos anos. Esse reconhecimento demonstra nosso compromisso permanente com a ética, a transparência e a adoção das melhores práticas de governança, fortalecendo a confiança de investidores, clientes, empregados, parceiros e da sociedade. A conquista reforça o posicionamento da companhia como uma das empresas mais avançadas do país em governança corporativa, alinhando sua atuação aos mais elevados padrões internacionais de compliance e sustentabilidade empresarial.”

Presença histórica no Índice Dow Jones de Sustentabilidade

A chancela da ONU para a governança da distribuidora e geradora mineira soma-se à manutenção de sua posição em um dos termômetros financeiros mais seletivos do mundo. A Cemig foi confirmada mais uma vez no Índice Dow Jones Best in Class (DJ BIC), indicador que baliza a alocação de capital verde globalmente.

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Com a nova atualização da carteira, a companhia alcança a marca de 26 anos consecutivos de presença no índice da S&P Global. O feito técnico é relevante: a empresa se mantém como a única organização do setor elétrico fora do continente europeu a integrar o indicador de sustentabilidade de forma ininterrupta desde a sua criação, em 1999.

A avaliação anual promovida pela S&P Global analisa dados de desempenho ambiental, social e de governança (ESG) de mais de 2.500 corporações transnacionais. Para o setor de energia, que enfrenta desafios de transição energética e pesados cronogramas de investimentos em redes de distribuição e fontes renováveis, a perenidade nesses índices funciona como um selo de estabilidade financeira e resiliência regulatória a longo prazo.

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