Petrobras nomeia William Nozaki para a Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade

Aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração, executivo assume em 1º de agosto com o desafio de acelerar a agenda de descarbonização, liderar o avanço dos novos negócios e gerir o complexo de gás e termogeração da estatal.

A Petrobras definiu a liderança definitiva para uma das áreas mais estratégicas de sua estrutura organizacional. O Conselho de Administração da companhia aprovou por unanimidade a nomeação de William Nozaki para o cargo de diretor de Transição Energética e Sustentabilidade. O executivo, que assume formalmente as funções a partir de 1º de agosto, substitui William França, diretor de Processos Industriais e Produtos, que vinha acumulando interinamente a pasta.

A escolha reforça uma solução da própria prata da casa para dar continuidade aos projetos de longo prazo da petroleira. Nozaki já atuava na divisão há quase dois anos no posto de gerente. Antes do ingresso na petroleira, o executivo exerceu a diretoria de pesquisa do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), instituição vinculada à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Sua trajetória acadêmica agrega uma visão multidisciplinar ao cargo: Nozaki é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorando em Estudos Marítimos pela Escola de Guerra Naval da Marinha.

- Advertisement -

O escopo da diretoria e os desafios no ecossistema de baixo carbono

A Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade desempenha um papel central na rentabilidade e no reposicionamento de mercado da estatal brasileira. Sob seu guarda-chuva operacional está a gestão de ativos maduros cruciais para a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), como todo o segmento de gás natural e o parque de geração termelétrica da companhia.

Paralelamente à operação tradicional, a pasta concentra o portfólio de descarbonização e as novas frentes de investimento da empresa. Estão sob a responsabilidade da diretoria o escalonamento dos biocombustíveis avançados, a exemplo do Diesel R, do marinho Bunker com 24% de conteúdo renovável e do combustível sustentável de aviação (SAF), além das pesquisas e iniciativas em hidrogênio de baixo carbono e sistemas de armazenamento por baterias.

A chegada de Nozaki ao topo da diretoria sinaliza ao mercado financeiro e ao setor elétrico a intenção da Petrobras em manter o ritmo de execução de seu plano de investimentos, conciliando a transição para fontes limpas com o fornecimento contínuo de energia flexível.

Destaques da Semana

El Niño até 2027 desafia o setor elétrico e exige gestão hídrica e térmica de longo prazo

Com 97% de probabilidade de permanência, fenômeno reduz janelas...

CVM aprova edital e leilão da OPA da Ecopetrol por 25% da Brava Energia é marcado para 5 de agosto

Após aval do Colegiado do regulador, superação de pendências...

CPFL sinaliza interesse na Enel SP e defende redes mais resilientes no setor elétrico

CEO Gustavo Estrella afirma que companhia está preparada para...

Caso Enel: TCU pauta julgamento sobre apagões e fiscalização em SP

Sob relatoria do ministro Augusto Nardes, representação do MP-TCU...

Electra vai à ANEEL contra cassação e alerta para contágio tarifário no ACR

Comercializadora em recuperação judicial argumenta que perda de outorga...

Artigos

Últimas Notícias