Prime Energy e Supergasbras ampliam parceria para levar 21 unidades ao mercado livre até o fim do ano

Nova fase do acordo inclui a migração de quatro novas plantas ao ACL e insere outras cinco operações no modelo de energia por assinatura via geração distribuída.

A Prime Energy, comercializadora de energia responsável pelas soluções da Shell Energy no Brasil para o segmento corporativo, consolidou a expansão de seu acordo estratégico com a distribuidora de GLP Supergasbras. A nova fase da parceria prevê a migração de mais quatro unidades da companhia para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) ainda em 2026, elevando para 21 o total de plantas sob gestão da comercializadora neste ecossistema. O desenho do projeto também avança sobre o mercado regulado por meio da inclusão de outras cinco unidades no modelo de energia por assinatura.

O movimento reflete uma tendência consolidada entre grandes corporações com capilaridade nacional: a gestão descentralizada e customizada de portfólio. Ao combinar o ACL para plantas de grande porte com a Geração Distribuída (GD) compartilhada para unidades menores, a distribuidora de GLP busca otimizar custos operacionais de forma integrada, independentemente do perfil de consumo ou do nível de tensão de cada instalação.

Gestão de portfólio une ACL e geração compartilhada

No modelo desenhado para as instalações de maior consumo, a migração para o mercado livre visa garantir previsibilidade orçamentária de longo prazo por meio de contratos bilaterais, nos quais preço, indexação, prazos e fontes são negociados diretamente. A Prime Energy atua tanto no suprimento quanto no suporte técnico regulatório para a transição dessas unidades, além de disponibilizar uma plataforma digital centralizada para o monitoramento em tempo real do consumo das plantas migradas.

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Para as cinco estruturas que não atendem aos requisitos de carga do ACL, a alternativa foi o ingresso no mercado de energia por assinatura. O modelo de GD compartilhada permite capturar os benefícios financeiros e ambientais da matriz renovável regional sem demandar aportes de capital em ativos próprios de geração ou custos com operação e manutenção das usinas.

A relevância de desenhar soluções sob medida para corporações com estruturas complexas de consumo é destacada pela CEO da Prime Energy, Ana Lia Ferrero: “Projetos como esse mostram como a energia vem ganhando um papel cada vez mais estratégico na operação das empresas. No caso de companhias com presença nacional e diferentes perfis de consumo, como a Supergasbras, nosso papel é estruturar soluções adequadas a cada unidade, combinando previsibilidade, eficiência e inteligência de mercado.”

Inteligência de dados e metas de Escopo 2 no centro da estratégia

Além do fornecimento de energia, o escopo do contrato abrange uma consultoria em eficiência energética baseada em data analytics. O trabalho envolve auditorias detalhadas de faturas, monitoramento contínuo dos indicadores de demanda de potência e identificação de gargalos operacionais em equipamentos. Essa abordagem visa mitigar desperdícios e liberar fluxo de caixa para as atividades-fim da distribuidora de GLP.

A iniciativa também atende diretamente aos compromissos socioambientais da companhia. A contratação de energia limpa no ACL e na GD viabiliza a redução do impacto ambiental da operação e fornece o lastro necessário para as metas de descarbonização corporativa.

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A conexão entre a eficiência no suprimento de energia e a governança climática da distribuidora é detalhada pela Gerente de Sustentabilidade da Supergasbras, Priscila Maziero: “Energia deixou de ser apenas um item de despesa e passou a ser um tema estratégico para a sustentabilidade. Alinhada às metas da Supergasbras de zerar as emissões do Escopo 2, inclusive por meio da compra de I-RECs, a ampliação da parceria com a Prime fortalece nossa estratégia de eficiência energética e traz mais previsibilidade e robustez para o planejamento das operações e para o atingimento das metas de redução de emissões.”

Com o avanço do cronograma ao longo do segundo semestre, as companhias sinalizam o amadurecimento das estratégias de suprimento no setor de utilidades, integrando gestão de risco com foco em sustentabilidade no curto e médio prazo.

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