Brava Energia inicia perfuração em Papa-Terra e Atlanta com foco em eficiência e redução de custos

Campanha com a sonda Lone Star prevê quatro novos poços até 2027; estratégia mira otimização de ativos maduros nas bacias de Campos e Santos.

A BRAVA Energia deu início a uma nova etapa de expansão de sua produção offshore com a campanha de perfuração de quatro poços nos campos de Papa-Terra e Atlanta, dois dos principais ativos da companhia. A iniciativa reforça a estratégia de maximização de valor em campos maduros e de alta complexidade operacional, em um cenário de crescente demanda por eficiência e competitividade no upstream brasileiro.

As atividades serão realizadas com a sonda de perfuração em águas ultraprofundas Lone Star, operada pela Constellation, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2027. A campanha integra investimentos voltados à ampliação da produção e otimização da infraestrutura já instalada.

Cronograma escalonado e foco na antecipação de produção

O plano de execução da campanha foi estruturado em fases, com início imediato na Bacia de Campos. Entre março e setembro de 2026, serão perfurados os dois primeiros poços no campo de Papa-Terra. A conexão à infraestrutura existente permitirá a entrada em produção no quarto trimestre do mesmo ano.

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Na sequência, a sonda será deslocada para o campo de Atlanta, na Bacia de Santos, onde serão perfurados outros dois poços a partir de outubro. Nesse caso, a previsão de primeiro óleo está estabelecida para o segundo trimestre de 2027.

A abordagem escalonada busca garantir eficiência logística e otimização de recursos, reduzindo o tempo entre perfuração e entrada em operação dos poços.

Capex otimizado e integração com fornecedores globais

A campanha foi estruturada com um capex integrado entre os dois ativos, com maior alocação de recursos para Atlanta, que concentrará 65% dos investimentos, enquanto Papa-Terra ficará com 35%.

Para viabilizar a execução, a BRAVA Energia mobilizou uma cadeia robusta de fornecedores globais de serviços e tecnologia, incluindo McDermott, SLB, Baker Hughes, OneSubsea e Prysmian. A escolha desses parceiros reflete a complexidade técnica dos projetos em águas profundas e ultraprofundas, além da necessidade de garantir confiabilidade e performance operacional.

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Ganho de escala e redução de custo por barril

Ao detalhar os objetivos da campanha, o diretor de operações offshore da companhia, Carlos Travassos, enfatiza o impacto direto sobre a eficiência econômica dos ativos: “Com a implementação desses novos poços, avançaremos na captura de valor dos nossos ativos aumentando a produção, maximizando a eficiência da infraestrutura existente e reduzindo o custo por barril, o que reforça a resiliência e a competitividade do nosso portfólio”.

A declaração evidencia a estratégia da empresa de extrair maior valor de ativos já em operação, reduzindo o lifting cost e ampliando margens em um ambiente de volatilidade de preços no mercado internacional de petróleo.

Papa-Terra e Atlanta: ativos-chave em águas profundas

O campo de Papa-Terra, localizado na Bacia de Campos (bloco BC-20), é um ativo de petróleo pesado situado a cerca de 110 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de aproximadamente 1.200 metros. Operado pela BRAVA, o campo utiliza uma plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Platform) integrada a um FPSO, com foco em estratégias de revitalização da produção.

Já o campo de Atlanta está localizado na Bacia de Santos, em lâmina d’água de cerca de 1.500 metros, sendo operado pela companhia com 80% de participação, em parceria com a Westlawn Americas Offshore. A produção é realizada por meio do FPSO Atlanta, um dos ativos centrais da companhia no offshore brasileiro.

Recorde de produção reforça estratégia de crescimento

A nova campanha de perfuração ocorre após um ciclo de forte expansão operacional. Em 2025, a BRAVA Energia registrou produção média superior a 81 mil barris de óleo equivalente por dia, um crescimento de 46% em relação ao ano anterior.

O desempenho foi impulsionado justamente pelos campos de Papa-Terra e Atlanta, que atingiram seus melhores resultados históricos em termos de produção e eficiência, consolidando sua relevância no portfólio da empresa.

A continuidade dos investimentos nesses ativos indica uma estratégia clara de crescimento sustentado baseada em ganhos operacionais, otimização de infraestrutura e aumento da produtividade.

Perspectivas: eficiência como eixo central do upstream

Em um ambiente marcado por volatilidade de preços do petróleo, pressão por disciplina de capital e avanços tecnológicos, campanhas como a da BRAVA Energia refletem uma tendência mais ampla no setor: a busca por eficiência operacional e maximização de ativos existentes.

A capacidade de reduzir custos por barril, acelerar o first oil e integrar cadeias de fornecedores será determinante para a competitividade das operadoras no Brasil, especialmente em projetos offshore de alta complexidade.

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