Com demanda mapeada três vezes superior à capacidade nominal, mineradora avança em engenharia no Vale do Jequitinhonha sob baixo custo de produção e alta eficiência de capital.
O mercado de minerais estratégicos voltados à cadeia de eletromobilidade e armazenamento de energia consolida o Brasil como um dos principais polos globais de suprimento. A Atlas Lithium confirmou, por meio de comunicado oficial ao mercado, que o cronograma de implantação do Projeto Neves mantém-se alinhado para o início da produção comercial de concentrado de óxido de lítio a partir do quarto trimestre de 2027.
O ativo, de controle integral da companhia, dispõe de todas as licenças ambientais e operacionais necessárias, mitigando riscos de entraves regulatórios na implantação. O arranjo de engenharia integra lavra e beneficiamento na mesma planta, projetada com capacidade nominal para processar 150 mil toneladas anuais de concentrado de lítio de alta pureza.
Demanda aquecida e viabilidade financeira robusta
A atratividade do ativo reflete-se na disputa comercial pela produção futura. O volume consolidado nas propostas de compra firmadas por grandes players globais da cadeia de baterias já supera em mais de três vezes a capacidade produtiva máxima do projeto.
Os indicadores econômicos validados no estudo de viabilidade posicionam o empreendimento em um patamar de alta rentabilidade. O projeto apresenta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) pós-impostos de 145% e o payback do capital investido estimado em apenas 11 meses.
A competitividade estrutural ancora-se no baixo custo operacional de extração e beneficiamento (Opex). Enquanto o custo estimado de produção está fixado em US$ 489 por tonelada, o preço de mercado da commodity baliza-se atualmente na casa de US$ 2.300 por tonelada, garantindo margens operacionais elevadas para a mineradora.
Avanço físico e governança de custos
As frentes de obra e o detalhamento de engenharia civil avançam na região sob a coordenação de consórcios especializados do mercado de infraestrutura brasileira, cujos contratos foram executados dentro ou abaixo das metas orçamentárias originais.
A engenharia básica e o detalhamento da planta de processamento estão sob responsabilidade da Promon Engenharia, enquanto o gerenciamento de riscos e custos é executado pela TSX Engineering. A execução civil e a montagem eletromecânica estão divididas entre a Cerne Construções, RETC Infraestrutura e Alfa Engenharia.
Ao avaliar a execução física das metas e o posicionamento da mineradora perante a cadeia global de suprimentos, o CEO e presidente do Conselho da Atlas Lithium, Marc Fogassa, ressalta o controle alocativo de recursos: “Acreditamos que o Projeto Neves está entre os empreendimentos de lítio mais eficientes em capital do mundo, e está claro que os compradores globais de lítio já perceberam isso. Nosso progresso contínuo reflete uma execução disciplinada e metódica em todas as frentes, licenciamento, contratação e engenharia. É importante destacar que já estamos criando alguns dos melhores empregos do Vale do Jequitinhonha, e nosso crescimento contínuo vai se traduzir em ganhos ainda maiores para nossas comunidades e para a economia local.”
Impacto socioeconômico no Vale do Jequitinhonha
Quando atingir a plena operação comercial, o complexo industrial deve gerar mais de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Os dados corporativos apontam que a remuneração média da força de trabalho contratada no local equivale ao dobro do piso salarial regional, integrada a pacotes de assistência médica e benefícios corporativos estruturados.
A Atlas Lithium detém atualmente o maior portfólio territorial para exploração de lítio entre as empresas de capital aberto listadas em bolsa com atuação no Brasil, totalizando cerca de 557 km² de direitos minerários distribuídos nas principais províncias pegmatíticas do país. O planejamento estratégico prevê a modularidade das plantas e a expansão da capacidade instalada de refino para atender às projeções de consumo global de baterias de íon-lítio, impulsionadas pelo crescimento dos sistemas de armazenamento em rede (BESS) e de datacenters voltados à inteligência artificial.



