Inpasa inicia operações em Luís Eduardo Magalhães e consolida nova fronteira de bioenergia no Matopiba

Com investimento de R$ 1,3 bilhão, oitava unidade do grupo produzirá 470 milhões de litros de etanol e 132 GWh de bioeletricidade, posicionando a Bahia como eixo estratégico da transição energética.

O cenário da bioenergia no Nordeste brasileiro ganha um novo e robusto capítulo. A Inpasa, gigante do setor de processamento de grãos, anunciou nesta sexta-feira (27/03) o início das operações de sua nova biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães (BA).

A unidade, que representa a sexta planta da companhia em solo brasileiro, é um marco para a industrialização sustentável da região do Matopiba, consolidando o Oeste baiano como um polo de geração de valor e segurança energética.

O projeto, que demandou um aporte de R$ 1,3 bilhão, possui capacidade anual para processar 1 milhão de toneladas de grãos, entre milho e sorgo. Além do impacto na produção de biocombustíveis, a planta reforça a matriz elétrica regional com a geração de 132 GWh de energia elétrica, reafirmando o papel das biorrefinarias como centrais de cogeração a partir de biomassa.

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Integração Produtiva e Logística Regional

A escolha estratégica por Luís Eduardo Magalhães visa atacar gargalos históricos de logística e armazenamento que desafiam os produtores locais. A biorrefinaria funcionará como uma âncora de demanda para a segunda safra, oferecendo uma alternativa de escoamento industrial para o milho e, especialmente, para o sorgo, cultura que ganha tração como matéria-prima viável para o etanol.

Ao analisar o impacto da nova unidade na dinâmica agrícola do Nordeste, o CEO da Inpasa, Éder Odvar Lopes, destaca os ganhos de previsibilidade para a cadeia produtiva: “A presença da Inpasa deve impulsionar o cultivo da segunda safra e incentivar o sorgo como alternativa viável ao milho, com ganhos em previsibilidade de comercialização, logística regional e capacidade de armazenamento, que são desafios recorrentes para os produtores do Matopiba.”

Eficiência e Aproveitamento Integral

A unidade de Luís Eduardo Magalhães opera sob o conceito de economia circular e aproveitamento integral da matéria-prima. Da industrialização dos grãos, a Inpasa extrairá, além do etanol e da energia, 245 mil toneladas de DDGS (grãos de destilaria secos com solúveis) destinados à nutrição animal e 23 mil toneladas de óleo vegetal.

Essa diversificação de portfólio permite que a companhia mantenha liderança em bioeconomia, atendendo simultaneamente aos mercados de energia e segurança alimentar em cinco continentes. Com a entrada em operação das plantas de Balsas (MA) e agora de Luís Eduardo Magalhães, o grupo se consolida como o segundo maior produtor de etanol do mundo, atrás apenas de gigantes norte-americanos.

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Expansão e Visão de Futuro até 2027

A trajetória da Inpasa, fundada em 2006, demonstra um ritmo acelerado de expansão no Brasil. Com seis unidades operacionais no país e duas no Paraguai, a empresa já projeta os próximos passos de seu plano de crescimento, que inclui a inauguração de novas plantas em Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT) até 2027.

O avanço geográfico, que já abrange Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e agora Bahia, reflete a tese de que o Brasil possui vantagens competitivas ímpares para liderar a transição energética global por meio de biocombustíveis de baixo carbono. A planta baiana, sozinha, gerou 2.500 empregos durante sua construção e manterá 450 postos fixos, priorizando o desenvolvimento socioeconômico local.

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