TotalEnergies inicia operação do projeto Lapa Sudoeste e amplia produção no pré-sal da Bacia de Santos

Novo desenvolvimento conectado ao FPSO do campo de Lapa adiciona 25 mil barris por dia à produção e reforça estratégia de crescimento da companhia no Brasil.

A TotalEnergies anunciou o início da operação do projeto Lapa Sudoeste, localizado na Bacia de Santos, a aproximadamente 300 quilômetros da costa brasileira. O empreendimento marca mais uma etapa da expansão da companhia no pré-sal e reforça o papel estratégico do Brasil no portfólio global da empresa.

Operado pela TotalEnergies, que detém 48% de participação no ativo, o projeto consiste na interligação de três novos poços ao sistema de produção já existente no campo de Lapa, utilizando a infraestrutura da unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO).

A nova fase de desenvolvimento permitirá elevar a produção do campo em cerca de 25 mil barris de petróleo por dia, consolidando o ativo como um dos importantes polos de produção da companhia no offshore brasileiro.

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Projeto utiliza infraestrutura existente para ampliar produção

O desenvolvimento de Lapa Sudoeste foi estruturado a partir da integração de novos poços à infraestrutura já instalada no campo, estratégia amplamente adotada em projetos offshore para otimizar investimentos e acelerar a entrada em operação.

Ao utilizar a capacidade disponível do FPSO já instalado na área, o projeto reduz a necessidade de novas estruturas de grande porte e permite ampliar a produção com menor intensidade de capital e menor impacto operacional.

Essa abordagem também contribui para reduzir o tempo de implementação do projeto, ao mesmo tempo em que aumenta a eficiência do sistema de produção existente no campo.

Produção de baixo custo e menor intensidade de emissões

A expansão da produção em Lapa faz parte da estratégia global da TotalEnergies de ampliar sua produção de petróleo e gás natural com projetos considerados competitivos em termos de custo e emissões.

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O presidente de Exploração & Produção da companhia, Nicolas Terraz, destacou o papel estratégico do Brasil no crescimento global da empresa e a importância do novo projeto para a companhia. “O início da operação do nosso projeto Lapa Sudoeste representa mais um marco importante para a TotalEnergies no Brasil, um país-chave para o crescimento da nossa Companhia”.

O executivo também ressaltou que a estratégia adotada no desenvolvimento do projeto contribui para a eficiência operacional da companhia. “Este projeto, que aproveita a capacidade disponível das instalações existentes de Lapa, oferece produção de óleo de baixo custo e baixa emissão, alinhada à estratégia da nossa Companhia, e contribui para o alcance do nosso objetivo de aumentar nossa produção em 3% ao ano até 2030”.

Brasil segue como polo estratégico de produção para a companhia

O início da operação de Lapa Sudoeste ocorre em um momento de expansão do portfólio da TotalEnergies no Brasil, especialmente em projetos offshore no pré-sal.

Nos últimos anos, o país tem se consolidado como uma das principais fronteiras de produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, atraindo investimentos relevantes das principais companhias internacionais do setor.

A TotalEnergies tem ampliado sua presença na região com uma série de projetos de desenvolvimento em campos localizados na Bacia de Santos. Entre os marcos recentes da companhia está o início da operação do projeto Mero-4, que entrou em operação em maio de 2025.

A empresa também possui novos projetos previstos para os próximos anos, incluindo Atapu-2 e Sépia-2, ambos com início de operação esperado para 2029.

Expansão reforça protagonismo do pré-sal na produção brasileira

O avanço de projetos como Lapa Sudoeste reforça o papel central do pré-sal na produção brasileira de petróleo, que tem apresentado crescimento consistente ao longo da última década.

A combinação de reservatórios de alta produtividade, tecnologias avançadas de exploração em águas profundas e infraestrutura offshore consolidada transformou a região em um dos polos mais competitivos da indústria global de petróleo.

Nesse contexto, novos desenvolvimentos conectados a sistemas de produção já existentes tendem a ganhar espaço como estratégia para maximizar o aproveitamento de ativos e ampliar a produção com maior eficiência econômica.

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