Programa de 2026 concentra R$ 1,94 bilhão na distribuição e inclui ampliação de hidrelétricas, reforços no SIN e automação da rede
A Copel executa em 2026 um programa de investimentos de R$ 3 bilhões em geração, transmissão e distribuição de energia no Paraná. Os recursos estão direcionados à expansão da infraestrutura elétrica, à modernização de ativos e ao aumento da confiabilidade do sistema em todas as regiões do Estado. Do montante previsto para este ano, R$ 1,94 bilhão será aplicado na distribuição, enquanto R$ 971,6 milhões serão destinados aos negócios de geração e transmissão.
O presidente da Copel, Daniel Slaviero, afirma que o programa foi estruturado para ampliar a capacidade do sistema e acompanhar a evolução da demanda estadual: “Estamos executando um programa de investimentos que fortalece a infraestrutura elétrica paranaense e prepara a Copel para os desafios das próximas décadas. São obras estruturantes que ampliam a capacidade do sistema, aumentam a confiabilidade do fornecimento e criam as condições necessárias para sustentar o desenvolvimento do Paraná.”
Geração combina expansão e modernização
A Copel prevê R$ 441,5 milhões em investimentos na área de geração em 2026, com projetos voltados à expansão da capacidade instalada e à modernização de usinas hidrelétricas. Entre as obras estão as ampliações das usinas Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e Governador Ney Braga (Segredo), vinculadas ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCP). Para 2026, estão previstos R$ 190 milhões em Foz do Areia e R$ 541 milhões em Segredo.
Outro projeto em execução é a modernização da Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza, em Antonina. Com investimento total de R$ 300 milhões, a intervenção contempla a substituição dos principais componentes das quatro unidades geradoras. Desse valor, R$ 130 milhões foram aplicados em 2026, e a primeira unidade reformada está na fase final de comissionamento, com retorno previsto ainda neste ano.
O diretor-geral da Copel GeT, Rogério Jorge, destaca a combinação entre reforço da capacidade de geração e atualização dos ativos existentes: “Os investimentos em geração reforçam ativos estratégicos da companhia, ampliam a capacidade de produção de energia renovável e garantem maior eficiência e confiabilidade para atender ao crescimento da demanda nos próximos anos.”
Transmissão recebe R$ 449,8 milhões
Na transmissão, a companhia prevê R$ 449,8 milhões em investimentos em 2026. Desse total, R$ 414,6 milhões serão destinados a programas de reforço e modernização da infraestrutura de alta tensão.
Um dos principais projetos é a modernização de instalações integrantes do Sistema Interligado Nacional (SIN). O programa reúne sete projetos em subestações distribuídas pelo Paraná, com investimentos de R$ 160 milhões e impacto direto para cerca de 2 milhões de clientes.
As intervenções têm como objetivo ampliar a capacidade operacional das instalações e elevar a segurança e a confiabilidade do fornecimento para diferentes perfis de carga, incluindo consumidores residenciais, comerciais, industriais e do agronegócio.
Rogério Jorge também destaca a função da transmissão na expansão da infraestrutura elétrica paranaense: “A transmissão é a espinha dorsal do sistema elétrico. Estamos investindo em obras estratégicas que fortalecem a integração da rede, aumentam a segurança operativa e preparam o Paraná para o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.”
Distribuição concentra maior volume
A distribuição concentra a maior parcela do programa de 2026, com R$ 1,94 bilhão. Os investimentos incluem expansão da rede automatizada, novos circuitos alimentadores e a instalação de mais de 3 mil equipamentos, entre religadores automáticos, reguladores de tensão e transformadores em subestações.
A Copel também executa mais de 3.500 quilômetros de novas redes em todas as regiões do Paraná, incluindo obras de expansão, reforço e substituição de estruturas existentes.
Entre os equipamentos, estão 1.032 novos religadores automáticos, que representam aproximadamente R$ 95 milhões em investimentos, e 363 novos bancos reguladores de tensão, com R$ 12 milhões. A automação permite monitorar ocorrências e executar manobras para acelerar a recomposição do fornecimento.
O diretor-geral da Copel Distribuição, Denis Mollica, relaciona os investimentos em automação à capacidade de acompanhamento da rede e de resposta às ocorrências: “O investimento em tecnologia possibilita a verificação em tempo real de desligamentos e auxilia no planejamento imediato da força de trabalho necessária. Com esses investimentos, a Copel reforça o compromisso com a inovação e a melhoria contínua da experiência do cliente, entregando uma rede mais resiliente, inteligente e preparada para atender às demandas atuais e futuras.”
Copel projeta R$ 17,8 bilhões até 2030
O programa de 2026 integra um ciclo de investimentos de R$ 17,8 bilhões projetado pela Copel para o período de 2026 a 2030. Desse montante, R$ 13,4 bilhões serão destinados à distribuição de energia.
O planejamento de longo prazo inclui novas subestações, ampliações e modernizações de instalações, reforços na rede de alta tensão, expansão da capacidade de geração e incorporação de tecnologias para elevar a eficiência operacional e a qualidade do fornecimento.
A estratégia concentra investimentos nos diferentes segmentos da cadeia elétrica, permitindo à companhia atuar simultaneamente sobre capacidade de geração, infraestrutura de transmissão e desempenho da rede de distribuição.
Ao projetar o ciclo para os próximos cinco anos, Slaviero destaca a relação entre expansão da infraestrutura elétrica e desenvolvimento econômico do Estado: “Estamos executando um programa de investimentos que prepara a Copel para acompanhar o crescimento do Paraná nas próximas décadas. São obras estruturantes que ampliam a capacidade do sistema, aumentam a confiabilidade do fornecimento e fortalecem a competitividade do Estado.”



