Santander amplia crédito para energia solar em 11,9% e aposta em novos projetos

Financiamento avançou no primeiro semestre de 2026, com alta de 44,7% nas contratações de pessoas físicas; banco também oferece crédito para baterias e eletropostos

O Santander ampliou em 11,9% a concessão de crédito para projetos de energia solar no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número de clientes financiados cresceu 19,7% na mesma base de comparação, alcançando o maior patamar desde 2023. Entre pessoas físicas, o avanço das contratações foi ainda mais expressivo, de 44,7%.

Os dados indicam uma recuperação da demanda por financiamento para sistemas fotovoltaicos e reforçam o interesse das instituições financeiras em ampliar a atuação no segmento de geração distribuída. Para o consumidor, a instalação de painéis solares pode reduzir em até 95% o valor da conta de energia, segundo estimativa apresentada pelo banco.

Crédito acompanha expansão da geração solar

O movimento do Santander ocorre em um mercado que ganhou escala nos últimos anos e passou a demandar soluções financeiras para diferentes perfis de consumidores e projetos. Além do financiamento dos equipamentos e da instalação dos sistemas fotovoltaicos, o banco passou a oferecer crédito para baterias associadas a sistemas solares, ampliando o escopo das soluções voltadas à geração distribuída.

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A estratégia também envolve a aproximação com empresas integradoras, que exercem papel central na comercialização e instalação dos sistemas. Para o banco, a expansão dessa rede pode aumentar a capacidade de conversão da demanda potencial em projetos efetivamente contratados.

Ao analisar o desempenho da carteira no primeiro semestre, o vice-presidente executivo do Santander Consumer Finance no Brasil e na América do Sul, Cezar Janikian, destacou a combinação entre linhas de financiamento e a parceria direta com integradores como vetor fundamental para a expansão dos negócios. O executivo ressaltou que a ampliação contínua da base de clientes evidencia a existência de demanda sólida e de espaço para o crescimento dessa frente de atuação. Segundo sua avaliação, a estratégia da instituição consiste em estreitar o relacionamento com a rede de integradores, unindo oferta de crédito e capacidade comercial para converter esse potencial em projetos concretos, acelerar o desenvolvimento do ecossistema do setor e impulsionar novas oportunidades comerciais para os parceiros.

Banco amplia atuação para baterias e eletromobilidade

A oferta do Santander não está concentrada exclusivamente na instalação de módulos fotovoltaicos. O banco mantém equipes especializadas na análise de operações para pessoas físicas e jurídicas e também financia sistemas de armazenamento por baterias.

A expansão dessa modalidade acompanha uma mudança na configuração dos projetos solares. O armazenamento pode permitir maior flexibilidade no uso da energia gerada localmente e criar alternativas para consumidores que buscam reduzir a exposição ao consumo da rede em determinados períodos, embora a viabilidade econômica dependa das características de cada instalação.

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O banco também atua no financiamento de eletropostos. A instituição afirma liderar o financiamento de veículos elétricos e mantém uma estrutura dedicada à implantação da infraestrutura de recarga, abrangendo desde a aquisição dos equipamentos até a execução do projeto.

A estratégia conecta três mercados em expansão, geração solar, armazenamento e mobilidade elétrica, e amplia o potencial de atuação do crédito privado na transição energética.

Mercado solar supera 74 GW de capacidade

A expansão da oferta de financiamento ocorre em um mercado que já atingiu uma escala relevante no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam que os investimentos acumulados no setor ultrapassaram R$ 328 bilhões, enquanto a capacidade instalada de energia solar chegou a 74,3 GW.

A entidade também estima que a cadeia fotovoltaica já tenha gerado mais de R$ 100 bilhões em arrecadação de tributos e evitado a emissão de mais de 122 milhões de toneladas de CO₂.

A combinação entre geração distribuída e grandes usinas solares consolidou a fonte como uma das principais alternativas de expansão da oferta elétrica no país. Nesse cenário, o acesso ao crédito passa a ser um componente relevante para a continuidade dos investimentos, especialmente em projetos de menor escala e na aquisição de equipamentos por consumidores residenciais e empresariais.

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