Com deságio médio de 53,20%, Consórcio Olympus XX e Axia Energia Sul avançam para assinar concessões em MT, MS e SP
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deu um passo decisivo para a formalização das novas concessões do sistema interligado ao publicar, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24/7), o despacho de habilitação das vencedoras da segunda sessão pública do Leilão de Transmissão nº 1/2026. A decisão chancela o resultado da disputa referente aos Lotes 7, 8, 9 e 10, etapa que assegura R$ 1,75 bilhão em investimentos privados destinados à expansão e reforço da infraestrutura de transmissão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O certame, licitado no início de julho na sede da B3, em São Paulo, destacou-se pela forte competitividade entre os players do setor. O desconto médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP) máxima estabelecida no edital reflete a atratividade dos ativos de transmissão no país e a confiança dos investidores na maturidade regulatória do segmento, mesmo em um cenário de custos de capital ainda elevados.
Distribuição dos lotes e perfil dos investidores
A divisão dos quatro lotes habilitados pela agência reguladora concentrou-se em dois principais atores:
- Lote 7: Arrematado pelo Consórcio Olympus XX, o empreendimento abrange obras estratégicas para o escoamento de energia e integração regional.
- Lotes 8, 9 e 10: Tiveram a vitória confirmada para a Axia Energia Sul S.A., empresa que consolida sua posição no certame ao arrematar em bloco um pacote robusto de ativos na Região Centro-Oeste e no Sudeste.
A implantação dessas linhas de transmissão e subestações é considerada fundamental pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para otimizar o fluxo de potência e garantir a confiabilidade do atendimento à carga em regiões com forte expansão agroindustrial e de demanda do mercado consumidor.
Próximos passos e assinatura dos contratos
Com a fase de habilitação concluída sem pendências documentais ou jurídicas, o processo avança para a fase final do rito licitatório. A ANEEL deve formalizar nas próximas semanas a adjudicação do objeto e a convocação das empresas para a assinatura dos contratos de concessão, cuja vigência é de 30 anos.
A partir da assinatura, passa a correr o cronograma regulatório para obtenção das licenças ambientais, detalhamento dos projetos executivos e início das obras em campo. A expectativa do Ministério de Minas e Energia (MME) é que a entrada em operação comercial desses ativos ocorra dentro dos prazos regulatórios contratados, fortalecendo a segurança operacional da rede básica nacional.



