Companhia volta a crescer nos leilões da Aneel e alcança RAP de R$ 850 milhões com 12 lotes de transmissão
A AXIA Energia consolidou R$ 8,7 bilhões em investimentos contratados em leilões de transmissão realizados pela Aneel nos últimos três anos, reforçando sua posição entre os principais investidores privados na expansão da infraestrutura do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com os resultados do Leilão de Transmissão nº 1/2026, realizado em julho, a companhia passou a acumular 12 lotes arrematados, que somam aproximadamente R$ 850 milhões em Receita Anual Permitida (RAP) e preveem a implantação de 2.322 quilômetros de linhas de transmissão até 2028.
Capitalização impulsiona retorno aos leilões
O ciclo atual marca a retomada da atuação da empresa nos certames da Aneel após mais de oito anos sem novas conquistas no segmento. A capitalização e a reestruturação financeira da companhia permitiram o retorno a uma estratégia mais ativa na expansão da transmissão. Nos últimos três anos, a AXIA apresentou propostas para 46 dos 51 lotes ofertados pela agência reguladora, conquistando 12 empreendimentos.
Ao comentar a estratégia da companhia, o vice-presidente executivo da AXIA Energia, Elio Wolff, destacou o alinhamento entre crescimento e expansão da infraestrutura elétrica nacional: “A retomada da nossa participação em leilões de transmissão é estratégica e importante para o crescimento da AXIA e do setor elétrico. Avaliamos cuidadosamente todas as oportunidades e quando identificamos retorno adequado e aderência à nossa metodologia de alocação de capital, nossa presença será competitiva e consistente. Os empreendimentos que conquistamos nos últimos anos fortalecem a infraestrutura elétrica brasileira e ampliam a capacidade do sistema de transmissão de efetivar a transição energética, além de acompanhar a expansão da atividade econômica do país.”
Nordeste lidera expansão da companhia
O leilão mais recente adicionou ativos em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao portfólio da transmissora. Ainda assim, o Nordeste concentra a maior parte dos investimentos previstos pela empresa, com projetos no Ceará, Piauí, Bahia, Pernambuco e Alagoas.
A expansão da malha é considerada estratégica para ampliar o escoamento da geração eólica e solar da região, reduzir restrições operativas e acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade no país.



