Eletrisa cresce 44% e aposta em retrofit de usinas para expandir no país

Empresa do Grupo Torresani amplia atuação para seis estados, consolida carteira de 56 ativos e fecha parcerias estratégicas com Voith e Nova Engevix.

A modernização do parque gerador brasileiro e a crescente demanda por soluções de eficiência energética estão abrindo espaço para empresas especializadas em operação, revitalização e gestão de ativos. Nesse cenário, a Eletrisa Energy Performance, braço de energia do Grupo Torresani, celebra duas décadas de atuação com uma estratégia de expansão nacional ancorada em crescimento acelerado, diversificação geográfica e fortalecimento de sua capacidade técnica.

A companhia encerrou 2025 com alta de 44% no faturamento, após registrar crescimento de 17% em 2024. O desempenho acompanha a ampliação de sua presença para seis estados brasileiros e a consolidação de uma carteira composta por 56 usinas hídricas, térmicas e solares. Com operações concentradas historicamente no Sul do país, a empresa avança agora sobre novos mercados e aposta no retrofit de usinas, no comissionamento de empreendimentos e na modernização de ativos como vetores para sustentar a meta de crescimento superior a 30% em 2026.

Expansão geográfica impulsiona novo ciclo de crescimento

Até 2023, a atuação da Eletrisa estava restrita a Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em apenas dois anos, a companhia expandiu suas operações para Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, estruturando seis bases técnicas e ampliando sua capacidade de atendimento em diferentes regiões do país.

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A estratégia reflete a crescente demanda por serviços especializados em geração de energia e gestão de ativos, em um momento em que o setor elétrico brasileiro combina expansão das fontes renováveis, abertura do mercado livre e necessidade de modernização da infraestrutura existente.

O presidente do Grupo Torresani, Valter Luiz Torresani, destaca que a criação da empresa antecipou uma tendência que hoje se consolida como prioridade estratégica para o setor: “A criação da Eletrisa partiu de uma leitura antecipada do papel que a geração de energia limpa teria no Brasil e no mundo. Investimos quando a sustentabilidade ainda não era prioridade nas estratégias empresariais e estruturamos, desde então, a capacidade técnica necessária para chegar aonde estamos hoje.”

Parcerias estratégicas ampliam capacidade técnica

O plano de expansão da companhia ganhou força com a formalização de alianças estratégicas voltadas ao desenvolvimento de projetos de maior complexidade. A Eletrisa tornou-se a primeira empresa brasileira a conquistar o status de parceira oficial da Voith, multinacional alemã reconhecida globalmente pelo fornecimento de tecnologia para usinas hidrelétricas. Em 2025, a empresa também firmou parceria com a Nova Engevix, controlada pela holding Nova Participações, incorporando expertise em engenharia consultiva e ampliando sua capacidade de atuação em projetos estruturantes.

O CEO da Eletrisa, Nuno Cardoso, ressalta que o reconhecimento do mercado é resultado da consolidação de processos e da especialização técnica construída ao longo das últimas duas décadas: “Parcerias como essas não acontecem sem amplo reconhecimento técnico. A Eletrisa estruturou equipes, processos e conhecimento para actar em usinas de diferentes portes e matrizes, com alto nível de exigência operacional. Hoje, estamos preparados para assumir projetos complexos em qualquer região do país.”

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Retrofit e comissionamento ganham relevância no setor elétrico

Com parte relevante do parque gerador nacional demandando modernização tecnológica e ganhos de eficiência operacional, o retrofit de usinas desponta como uma das principais oportunidades de negócios para os próximos anos. A estratégia da Eletrisa prevê ampliar sua atuação em serviços de comissionamento, revitalização de ativos e atualização tecnológica de empreendimentos em operação, além de fortalecer sua presença em usinas solares e térmicas.

O movimento acompanha a necessidade crescente de aumentar a disponibilidade dos ativos, prolongar sua vida útil e adaptar as plantas às novas exigências regulatórias e operacionais do sistema elétrico. A demanda por esse tipo de serviço tende a ganhar força à medida que o país amplia a participação das fontes renováveis na matriz energética e busca maior flexibilidade operacional para atender ao crescimento do consumo.

Fontes renováveis impulsionam demanda por novos serviços

O avanço da Eletrisa ocorre em um ambiente favorável para investimentos em energia limpa. De acordo com o Balanço Energético Nacional, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, 88,2% da eletricidade gerada no país teve origem renovável. No setor industrial, 64,4% da energia consumida também foi proveniente de fontes limpas.

O cenário reforça a necessidade de empresas especializadas em geração, modernização e eficiência energética, capazes de apoiar a expansão da infraestrutura elétrica com ganhos de desempenho e redução de custos operacionais.

Para Valter Luiz Torresani, a integração entre infraestrutura urbana e geração distribuída se consolida como uma tendência irreversível: “Já não é mais possível pensar em construção civil sem considerar a geração de energia limpa como infraestrutura prioritária. O que antes parecia futuro, agora já é presente e precisa ser incorporado ao planejamento das cidades, empreendimentos e da própria atividade produtiva do país.”

Com um portfólio diversificado, expansão geográfica acelerada e foco em serviços de maior valor agregado, a Eletrisa busca consolidar sua posição entre os principais players nacionais de gestão e modernização de ativos energéticos em um mercado cada vez mais orientado pela eficiência, pela digitalização e pela transição energética.

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