Assembleia Geral aprova indicados da Itaipu, Copel e Comerc para o colegiado; processo teve suporte de consultoria independente.
Em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira (28), os agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) elegeram os novos membros titulares do seu Conselho Fiscal. A escolha dos novos conselheiros consolida mais uma etapa do rito de transição e amadurecimento institucional previstos na nova estrutura de governança da organização, com foco no fortalecimento de mecanismos de transparência e responsabilidade financeira perante o mercado.
Foram eleitos André Pepitone da Nóbrega, atual diretor Financeiro da Itaipu Binacional, Mauricio Tadashi Roncheti, superintendente de Contabilização e Faturamento da Copel Comercialização, e Renato Resende Paes, diretor de Controladoria e Impostos do Grupo COMERC.
A composição reúne profissionais de reconhecida trajetória executiva e sólida experiência em regulação, finanças e controladoria no setor elétrico brasileiro. O Conselho Fiscal é o órgão colegiado incumbido de fiscalizar os atos da administração, verificar o cumprimento dos deveres legais e estatutários, além de analisar toda a documentação contábil, orçamentária e financeira da CCEE, conforme estabelecem as normas regulatórias vigentes.
Segregação de funções e governança
A eleição do colegiado ocorre na esteira da recente modernização da governança da CCEE. O novo modelo estabeleceu uma segregação mais clara entre as funções táticas e estratégicas da organização, além de elevar o rigor técnico e os requisitos de elegibilidade para os cargos de liderança.
Para assegurar a conformidade com os padrões de integridade exigidos pelo mercado, o processo de avaliação das nomeações foi integralmente conduzido com o suporte de uma consultoria independente.
Com a nova composição, o Conselho Fiscal assume o papel de acompanhar de perto as diretrizes orçamentárias da CCEE de forma autônoma. O movimento é visto por agentes do setor como um passo importante para garantir a blindagem técnica da instituição, sobretudo em um período em que a Câmara gerencia liquidações financeiras de alta complexidade e lidera debates operacionais sensíveis, como a abertura total do mercado livre de energia no país.



