BNDES aprova R$ 575 milhões para expansão de usina de etanol de milho em MT e reforça avanço dos biocombustíveis

Apoio ao projeto da ALD Bioenergia Deciolândia S.A. amplia capacidade produtiva e fortalece cadeia de energia renovável no Centro-Oeste

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 575,3 milhões para a ampliação da usina de etanol de milho da ALD Bioenergia Deciolândia S.A., localizada em Nova Marilândia, no Médio-Norte de Mato Grosso. O investimento reforça o papel do crédito público no desenvolvimento da bioenergia e na consolidação de projetos industriais voltados à transição energética.

Do total aprovado, R$ 359,5 milhões serão destinados via linhas Finem e Fundo Clima, enquanto R$ 215,8 milhões correspondem a limite de crédito do programa BNDES Máquinas e Serviços, voltado principalmente à aquisição de equipamentos.

Aumento de capacidade reforça cadeia do etanol de milho

O projeto prevê uma expansão significativa da capacidade industrial da unidade, com impacto direto na produção de biocombustíveis e coprodutos. O processamento de milho deve saltar de 335 mil para 900 mil toneladas por ano, enquanto a produção de etanol poderá atingir até 400 milhões de litros anuais, ante os atuais 150 milhões.

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Além do etanol, a ampliação também impulsiona a produção de óleo de milho e de DDGs (grãos secos de destilaria), insumos relevantes para a cadeia de alimentação animal, ampliando o valor agregado da operação.

A ALD Bioenergia Deciolândia S.A. é resultado da união de 24 produtores rurais e tem origem na Cooperativa Agroindustrial Deciolândia, com atuação na região de Diamantino. A unidade iniciou suas operações industriais em 2021 e vem ampliando sua relevância no segmento de etanol de milho, que cresce de forma acelerada no Brasil.

Política pública reforça liderança do Brasil em energia renovável

O financiamento está alinhado à estratégia nacional de fortalecimento das energias renováveis e da bioeconomia.

Ao comentar o papel da instituição nesse contexto, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, afirmou: “Consolidar a posição brasileira como líder mundial em energia limpa, com cerca de 89% de fontes renováveis, é uma das prioridades do governo Lula. E o BNDES é o agente responsável pela realização dessa política pública, reconhecido pela Bloomberg como o maior financiador de energias renováveis do mundo, com US$ 36,4 bilhões em crédito para o setor entre 2004 e 2023”.

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Expansão deve gerar empregos e fortalecer economia regional

Além dos ganhos energéticos e industriais, o projeto terá impacto relevante na geração de empregos e no desenvolvimento regional. Durante a fase de implantação, a expectativa é de criação de cerca de 400 postos de trabalho indiretos.

Ao detalhar os impactos operacionais, o CEO da empresa, Marco Orozimbo, afirmou: “Os investimentos devem gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a implantação do projeto. Após a conclusão das obras, a previsão é que o quadro de funcionários próprios aumente de 188 para 275, além de um crescimento de 50 para 100 trabalhadores indiretos”.

O presidente do Conselho de Administração da companhia, José Afonso Gonçalves, destacou o caráter estratégico da expansão: “Seguimos avançando com consistência e responsabilidade, ampliando nossa operação e fortalecendo a cadeia produtiva regional. Esse projeto representa um novo ciclo de crescimento para a ALD Bioenergia, com geração de valor para o território e para o setor de energia renovável”.

Etanol de milho ganha protagonismo na transição energética

O avanço do etanol de milho no Brasil, especialmente na região Centro-Oeste, tem sido um dos vetores mais dinâmicos da bioenergia nacional. Com maior integração entre agricultura e indústria, o modelo amplia a eficiência do uso de recursos e fortalece a segurança energética.

O apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a projetos como o da ALD Bioenergia Deciolândia S.A. sinaliza a continuidade de investimentos estruturantes no setor, com potencial para ampliar a participação de combustíveis renováveis na matriz energética e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

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