ENGIE Brasil conclui follow-on de R$ 8,36 bilhões e incorpora participação de 40% na UHE Jirau

Maior operação societária da história da companhia fortalece portfólio renovável, amplia geração de caixa e reforça o papel estratégico da hidrelétrica na transição energética brasileira

A ENGIE Brasil Energia concluiu nesta sexta-feira (17) a oferta subsequente de ações (follow-on) que viabilizou a incorporação de 40% da participação na Usina Hidrelétrica Jirau, empreendimento de 3.750 MW localizado no rio Madeira, em Rondônia. A operação, celebrada em cerimônia realizada na B3, movimentou R$ 8,36 bilhões e representa a maior transação societária já realizada pela companhia no mercado brasileiro.

A participação na usina pertencia anteriormente à ENGIE Brasil Participações e passa agora a integrar diretamente o portfólio operacional da empresa listada na bolsa, permitindo que os resultados financeiros e operacionais do ativo sejam refletidos integralmente no balanço da geradora.

Mais do que uma reorganização societária, o movimento reforça a estratégia da companhia de ampliar sua exposição a ativos renováveis de grande escala e elevada previsibilidade de geração, em um momento em que o setor elétrico brasileiro passa a demandar cada vez mais recursos de flexibilidade para dar suporte ao avanço das fontes intermitentes.

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Estrutura da operação combinou mercado e integralização do ativo

Do montante total da operação, R$ 2,62 bilhões foram captados diretamente junto ao mercado de capitais, enquanto R$ 5,74 bilhões correspondem ao valor atribuído à participação de 40% na hidrelétrica.

O preço de emissão foi definido em R$ 30,50 por ação, resultando na emissão de aproximadamente 274 milhões de novas ações ordinárias. Com a incorporação de Jirau, a ENGIE passa a contar com uma contribuição adicional relevante para seu fluxo operacional de caixa, proveniente de um ativo maduro, em plena operação e inserido em uma das principais regiões produtoras de energia hidrelétrica do país.

Governança reforçada garantiu proteção aos minoritários

Por envolver uma transação entre empresas do mesmo grupo econômico, a operação foi estruturada sob mecanismos adicionais de governança corporativa para assegurar independência na avaliação do ativo e proteção aos acionistas minoritários.

O processo foi acompanhado por um Comitê Especial Independente de Partes Relacionadas e respaldado por um laudo independente de valor justo (Fair Value), responsável pela avaliação econômica da participação incorporada. A aprovação ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária em modelo no qual apenas os acionistas minoritários puderam exercer direito de voto.

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Ao comentar a conclusão da operação, o presidente do Conselho de Administração da ENGIE Brasil Energia, Maurício Bahr, destacou o rigor adotado durante todo o processo de estruturação: “A conclusão desta operação representa um marco histórico como a maior transação já realizada no setor elétrico brasileiro. Desde o início, todas as etapas foram conduzidas com transparência, rigor técnico e alinhado às melhores práticas de governança, por meio de um processo estruturado para assegurar independência e a proteção dos interesses de todos os acionistas. A expressiva aprovação pelos acionistas minoritários reforça a confiança na estratégia da Companhia e nos permite avançar com segurança nos próximos passos da nossa jornada de crescimento.”

Hidrelétrica ganha protagonismo em um sistema mais renovável

A incorporação da participação em Jirau ocorre em um contexto de transformação estrutural da matriz elétrica brasileira. A expansão acelerada da geração solar e eólica aumenta a necessidade de recursos capazes de fornecer potência firme, flexibilidade operacional e capacidade de resposta rápida às oscilações de geração. Nesse cenário, as grandes hidrelétricas voltam a assumir papel central na estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), funcionando como importantes instrumentos de modulação da oferta e atendimento aos horários de ponta de consumo.

Para a ENGIE, a ampliação da participação em Jirau fortalece a complementaridade entre os ativos hidrelétricos, eólicos, solares e de transmissão já presentes em seu portfólio, reduzindo a exposição às variabilidades climáticas e aumentando a resiliência operacional da companhia.

O CEO da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, destacou que a operação amplia a capacidade da empresa de capturar oportunidades futuras em um setor cada vez mais orientado pela eletrificação e pela descarbonização: “O êxito da operação é resultado de uma estratégia cuidadosamente estruturada para fortalecer nosso portfólio, gerando valor em longo prazo. A incorporação da participação em Jirau amplia o equilíbrio entre nossas fontes renováveis, agregando a flexibilidade da geração hidrelétrica, fundamental para atender à demanda nos horários de maior consumo e conferir ainda mais resiliência operacional à Companhia. Ao mesmo tempo, reforça nossa estrutura de capital e amplia a capacidade de investir nas oportunidades futuras, contribuindo com o avanço da transição energética.”

Movimento amplia capacidade de investimento da companhia

Além do fortalecimento operacional, a operação melhora indicadores financeiros e amplia a capacidade da ENGIE de participar dos próximos ciclos de expansão do setor elétrico brasileiro, incluindo oportunidades em geração renovável, transmissão e soluções de flexibilidade energética.

Com a incorporação de um dos principais ativos hidrelétricos do país ao seu balanço, a companhia reforça sua posição entre os maiores grupos privados de infraestrutura energética da América Latina e consolida uma estratégia baseada na combinação entre segurança energética, geração renovável e disciplina financeira.

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