Iniciativa foca em soluções renováveis para comunidades rurais no Brasil e em quatro países africanos; inscrições vão até o dia 5 de maio
A EDP anunciou nesta sexta-feira (10) a abertura das candidaturas para a 8ª edição do seu Fundo de Acesso à Energia (A2E). Com um investimento global de 1 milhão de euros, o programa busca financiar projetos que utilizem fontes renováveis para transformar a realidade de comunidades remotas e desfavorecidas. O foco geográfico desta edição abrange o Brasil e quatro nações africanas: Moçambique, Quênia, Maláui e Nigéria.
A iniciativa faz parte da estratégia de responsabilidade social da companhia, priorizando eixos fundamentais para o desenvolvimento humano, como educação, saúde, acesso à água potável e fomento de pequenos negócios locais.
Critérios de financiamento e elegibilidade
O fundo foi estruturado para atender tanto organizações sem fins lucrativos quanto entidades com fins lucrativos, desde que os projetos sejam implementados nos países selecionados. O suporte financeiro por iniciativa pode variar entre 50 mil e 150 mil euros.
No que tange à composição dos custos, o Fundo A2E cobre até 75% do investimento total para ONGs e instituições sem fins lucrativos. Para entidades comerciais, o teto de cobertura é de 50%. A EDP prevê que os projetos selecionados sejam anunciados oficialmente no último trimestre de 2026, após uma rigorosa avaliação técnica e de impacto social.
O impacto da energia renovável no desenvolvimento social
Desde a sua criação em 2018, o Fundo A2E tem se consolidado como um instrumento de “transição justa”, termo utilizado no setor para definir processos de descarbonização que não excluam populações vulneráveis. Ao todo, as sete edições anteriores somam 5,5 milhões de euros investidos em 56 projetos, beneficiando diretamente mais de 850 mil pessoas.
No Brasil, que passou a integrar o escopo do fundo recentemente, o destaque da última edição foi a parceria com o Instituto Puxirum. A iniciativa leva energia solar para comunidades na Amazônia com o propósito específico de viabilizar sistemas de bombeamento de água potável.
A experiência acumulada pela companhia em outras geografias também serve de baliza para a nova edição. Em Moçambique, por exemplo, o fundo viabilizou sistemas fotovoltaicos em centros de saúde rurais, garantindo a refrigeração de vacinas e a purificação de água. No Quênia, a eletrificação descentralizada alcançou campos de refugiados, provando a versatilidade das soluções off-grid em contextos de crise humanitária.
Inscrições e prazos operacionais
O programa está alinhado ao compromisso global da EDP de promover o desenvolvimento sustentável em paralelo às suas operações comerciais. O Programa A2E como um todo já soma 15 anos de atuação, integrando os esforços da companhia para zerar a exclusão energética em seus mercados de influência.
As organizações interessadas em submeter propostas devem acessar o formulário oficial no site do programa até o dia 5 de maio de 2026. A análise priorizará projetos que apresentem modelos de negócio sustentáveis a longo prazo, garantindo que a infraestrutura instalada continue operando após o período inicial de apoio do fundo.



