Empreendimento estratégico do Novo PAC amplia em 800 MVA a capacidade de transformação e utiliza tecnologia subterrânea para mitigar riscos climáticos na Região Metropolitana.
O sistema elétrico da Grande São Paulo recebeu um reforço estrutural decisivo para a segurança do suprimento. Com a entrada em operação dos novos transformadores da Subestação São Caetano do Sul, o Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou a conclusão do Projeto Riacho Grande. O conjunto de obras, que contou com um aporte estimado em R$ 1,14 bilhão, tem como foco central elevar a confiabilidade do fornecimento de energia no ABC Paulista e na capital, áreas que concentram alguns dos maiores índices de carga do país.
Integrado majoritariamente ao Novo PAC, o empreendimento moderniza a infraestrutura de transmissão em um momento crítico, onde a resiliência da rede frente a eventos climáticos extremos e o atendimento estável ao setor produtivo tornaram-se prioridades na agenda do setor.
Expansão da malha e tecnologia subterrânea
O escopo técnico do Projeto Riacho Grande abrange a implementação de aproximadamente 63 km de linhas de transmissão (LTs) em alta tensão. O diferencial estratégico reside no uso extensivo de tecnologia subterrânea em trechos chave do projeto. Essa solução de engenharia, embora de maior complexidade executiva, é fundamental em centros urbanos densos, pois isola os ativos de interferências externas e severidades meteorológicas, garantindo uma continuidade operativa superior às redes aéreas convencionais.
Além da expansão da malha de transmissão, o projeto injeta 800 MVA de capacidade de transformação adicional ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Esse incremento de potência permite uma gestão de carga mais eficiente e amplia a capacidade de resposta do sistema em situações de contingência, reduzindo o risco de sobrecargas em subestações adjacentes durante picos de demanda.
Segurança energética e suporte ao crescimento
A entrega do empreendimento alinha-se ao planejamento decenal de expansão da rede básica, focado em reduzir gargalos de escoamento e distribuição nos grandes centros urbanos. A Subestação São Caetano do Sul passa a atuar como um nó estratégico na rede, oferecendo o suporte necessário para o crescimento econômico da região metropolitana e para a manutenção dos padrões de qualidade e eficiência exigidos pela agência reguladora.
Segundo as diretrizes do Ministério de Minas e Energia, a conclusão desta etapa reflete o compromisso com a modernização da infraestrutura energética nacional, garantindo que o avanço da demanda seja acompanhado por uma rede resiliente e tecnicamente robusta. Com a operação plena do Projeto Riacho Grande, o SIN ganha mais estabilidade operacional e o setor industrial paulista conta com um fornecimento de energia mais seguro para seus processos produtivos.



