Com a substituição de tratores a diesel por modelos elétricos da FEVER, terminal catarinense evita a emissão de 500 toneladas de CO₂ e reduz custos operacionais em mais de 50% no ciclo de cinco anos.
O processo de descarbonização do setor aéreo brasileiro avançou para o “lado terra” das operações. O Aeroporto Internacional de Florianópolis anunciou a incorporação de nove veículos elétricos da fabricante FEVER à sua frota de pátio, substituindo equipamentos movidos a combustíveis fósseis no atendimento de aeronaves, transporte de bagagens e movimentação de cargas.
A transição tecnológica, consolidada após dois anos de testes e análises técnicas, foca na eficiência energética e no atendimento às metas de sustentabilidade (ESG) do setor aeroportuário. Os modelos escolhidos, o FEVER ALKE ATX 340EH, possuem autonomia e torque adequados para o regime de trabalho severo dos aeroportos, onde cada unidade deve percorrer cerca de 50 mil quilômetros anuais.
Eficiência operacional e redução drástica de custos
O principal atrativo da migração para o modal elétrico reside na economia de O&M. Enquanto um trator a diesel convencional demanda cerca de R$ 270 mil em custos de operação e manutenção ao longo de cinco anos, o modelo elétrico reduz esse montante para aproximadamente R$ 120 mil.
Essa diferença representa uma economia de R$ 150 mil por veículo, totalizando um ganho financeiro superior a R$ 1,3 milhão para a frota completa no período. Ao avaliar os ganhos multidimensionais da nova frota no terminal catarinense, o Gerente Operacional da RP-AATA, Ronaldo da Silva Rodrigues, destaca o alinhamento com as tendências globais do setor:
“A modernização da nossa frota em Florianópolis, com a adoção dos equipamentos elétricos da FEVER, está alinhada às exigências ambientais, à economia de combustível e à redução da manutenção de veículos movidos a combustível fóssil. Além disso, reforça nosso compromisso com os padrões da administração aeroportuária e com a qualidade do atendimento aos nossos clientes.”
Impacto ambiental e infraestrutura de recarga
A substituição tecnológica evita que mais de 500 toneladas de CO₂ sejam lançadas na atmosfera nos próximos cinco anos. Além da descarbonização, a eletrificação traz benefícios imediatos ao ambiente de trabalho, como a eliminação da poluição sonora e térmica produzida pelos motores a combustão interna, melhorando a saúde ocupacional das equipes de pátio.
Para viabilizar a operação, o aeroporto investiu na adaptação da rede elétrica e na instalação de pontos de recarga dedicados. Ao discorrer sobre os impactos positivos em toda a cadeia de atendimento, Rodrigues aponta para uma visão integrada da operação:
“A iniciativa traz benefícios em várias frentes da operação. Ganha o cliente, ganha a administração aeroportuária, melhora a saúde e o conforto dos colaboradores, reduz custos operacionais e ainda diminui a carga de trabalho da oficina de manutenção. É um avanço importante também do ponto de vista ambiental.”
O potencial da mobilidade elétrica em hubs logísticos
A parceria entre o Aeroporto de Florianópolis e a FEVER sinaliza uma tendência de eletrificação em “ilhas logísticas”, ambientes fechados com rotas previsíveis e alta demanda de torque inicial. Para o fundador da FEVER, Nelson Füchter Filho, a operação catarinense serve como vitrine para outros terminais brasileiros:
“Os aeroportos são ambientes onde eficiência operacional e responsabilidade ambiental precisam caminhar juntas. Ver nossos veículos elétricos contribuindo para operações mais limpas, silenciosas e eficientes no Aeroporto de Florianópolis reforça o potencial da eletrificação em toda a infraestrutura aeroportuária brasileira.”
Reforçando a viabilidade de longo prazo e a escalabilidade da solução, o executivo projeta um mercado em plena transformação: “O projeto em Florianópolis mostra que a eletrificação já é uma realidade em operações logísticas intensivas como as aeroportuárias. A tendência é que cada vez mais aeroportos avancem nessa direção, e queremos ser parceiros dessa transformação no Brasil.”



