AXIA Energia direciona R$ 1,17 bilhão para modernizar subestações e robustecer o SIN em São Paulo

Plano chancelado pela ANEEL adiciona R$ 163 milhões em RAP até 2030, preparando a malha de alta tensão para suportar data centers, sistemas BESS e o maior aeroporto da América Latina.

A modernização da infraestrutura de transmissão de energia elétrica na região Sudeste ganhou um novo e robusto cronograma de aportes. A AXIA Energia está executando um plano de investimentos de grande porte que totaliza R$ 1,172 bilhão direcionado ao reforço, ampliação e atualização tecnológica de suas subestações instaladas no estado de São Paulo. O planejamento estratégico estende-se até 2030 e compreende um cronograma integrado entre obras já concluídas, intervenções em fase de execução física e melhorias projetadas para os próximos anos.

O projeto, chancelado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), adiciona R$ 163 milhões à Receita Anual Permitida (RAP) da transmissora. Do ponto de vista sistêmico, o aporte foca na elevação dos índices de confiabilidade e segurança operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN), mitigando gargalos de rede e preparando o principal centro de carga do país para o escoamento de energia da região Sudeste e do SIN, além de ampliar o fornecimento para o parque industrial paulista.

Os corredores estratégicos de Ibiúna e Campinas

Dentro do plano de modernização da AXIA Energia, a subestação Ibiúna desponta como o ativo de maior relevância financeira, concentrando R$ 296,28 milhões do orçamento total. Localizada próxima a Sorocaba, polo industrial metalmecânico, a unidade integra o corredor estratégico responsável pelo escoamento da energia proveniente da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu. O empreendimento é a primeira interligação regional do país a utilizar a tecnologia de Corrente Contínua em Alta Voltagem (HVDC), responsável por converter a eletricidade de 50 Hz para 60 Hz. Os recursos destinam-se à instalação das fases principal e reserva de dois reatores de base, além da revitalização de um transformador conversor.

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Outro pilar central do portfólio é a subestação Campinas, que receberá R$ 268,68 milhões em melhorias. Situada no maior polo econômico e científico do interior paulista, a unidade passa por adequações para receber empreendimentos intensivos em eletricidade, como complexos de data centers e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). As obras dão o suporte de rede necessário para responder ao aumento da procura por geração solar e eólica na região, adequando a infraestrutura para novas cargas relevantes através da instalação do primeiro reator de barra, remanejamento do reator de linha e substituição de transformadores e autotransformadores.

Ao detalhar as premissas que norteiam a engenharia e o avanço físico dos projetos no território paulista, o vice-presidente de Engenharia de Expansão da AXIA Energia, Robson Campos, ressaltou o alinhamento entre o crescimento da malha e as demandas de transição da matriz: “Os investimentos em São Paulo estão alinhados à estratégia da AXIA Energia de concluir projetos com excelência, entregando maior robustez e acompanhando o crescimento da demanda por energia, especialmente de fontes renováveis. Os reforços e melhorias nos ativos paulistas tornam a infraestrutura elétrica mais resiliente, inteligente e capaz de impulsionar o desenvolvimento e a implantação de novas tecnologias, promovendo oportunidades econômicas para as comunidades.”

Reforço no agronegócio e nós de alta tensão em Tijuco Preto e Itaberá

O plano avança também sobre a subestação Tijuco Preto, instalada próxima a Mogi das Cruzes, região do cinturão verde e de forte atividade agrícola. O ativo recebe R$ 229,19 milhões para a substituição de equipamentos como reatores, banco de capacitores e banco de autotransformadores. As intervenções buscam fortalecer a energia utilizada na produção agrária e viabilizar a integração de um bloco de transmissão de alcance nacional, atuando em conjunto com as subestações Itaberá e Ibiúna para permitir o tráfego seguro de grandes blocos de energia entre diversas regiões do país.

Na subestação Itaberá, o plano destina R$ 181,71 milhões para consolidar o ativo como um dos principais nós do sistema de transmissão no Sudeste, preparando a planta para o avanço da flexibilidade de geração e integração do SIN. Os recursos serão convertidos na substituição do banco de reatores e na aplicação de compensação série na linha de transmissão Itaberá – Tijuco Preto.

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Conexões regionais e segurança elétrica para o Aeroporto de Guarulhos

Na porção do Vale do Paraíba, a subestação Cachoeira Paulista, na região de Guaratinguetá, recebe R$ 116,75 milhões para a substituição de transformadores e autotransformadores monofásicos. O investimento visa robustecer as interconexões regionais, blindando a rede paulista contra oscilações de oferta e demanda e preparando-a para desafios operativos em todo o estado.

Por fim, a subestação Guarulhos conta com um aporte de R$ 80 milhões para a instalação de dois reatores e suas respectivas fases de reserva. A iniciativa mitiga restrições operativas na terceira maior cidade do estado e amplia a confiabilidade do fornecimento de energia ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior complexo aeroportuário da América Latina. O plano soma-se a um investimento recente de R$ 11 milhões em inovação concluído no ativo para a instalação de uma nova cobertura, consolidando a estratégia de resiliência da companhia.

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