TAESA antecipa trecho de Ananaí em 10 meses e injeta R$ 44,5 milhões em RAP

Emissão de Termo de Liberação pelo ONS para linhas de 525 kV no Paraná adiciona 26% da receita total do projeto e reforça histórico de execução da transmissora antes do prazo regulatório.

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (TAESA) deu um passo estratégico na consolidação de seu portfólio de crescimento orgânico. A companhia obteve junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a emissão dos Termos de Liberação para a operação comercial da Linha de Transmissão 525 kV Bateias – Curitiba Leste (Circuitos 1 e 2). Os ativos integram a concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica S.A., controlada integralmente pela empresa.

Com a energização do trecho, a holding adiciona à sua Receita Anual Permitida (RAP) o montante aproximado de R$ 44,5 milhões, valor correspondente ao ciclo 2025-2026 e acrescido de PIS/COFINS. O impacto financeiro equivale a 26,0% da RAP total estimada para o projeto, com efeitos retroativos vigentes desde 26 de maio de 2026.

A entrega parcial do empreendimento carrega um forte indicador de eficiência de engenharia: as estruturas foram energizadas com cerca de 10 meses de antecipação frente ao prazo regulatório limite estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), contratualizado originalmente para março de 2027.

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Racional financeiro e estrutura de Capex da concessão

Arrematada em dezembro de 2022 durante o Leilão de Transmissão nº 02/2022 (onde compunha o Lote 1), a concessão Ananaí conta com um Capex estipulado pela ANEEL de R$ 1,75 bilhão. Quando estiver em plena operação comercial, o complexo de ativos gerará uma RAP total de R$ 171,4 milhões para o ciclo 2025-2026.

O avanço físico das obras e a antecipação de receita operacional limpam o balanço financeiro da transmissora e sinalizam ao mercado de capitais a capacidade do grupo de mitigar riscos de execução física e gerenciar pressões inflacionárias sobre a cadeia de suprimentos global de equipamentos de alta tensão, como torres e condutores.

Arquitetura de rede e escoamento entre São Paulo e Paraná

Do ponto de vista de engenharia de sistemas e confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), o projeto desempenha papel fundamental na robustez do intercâmbio energético entre as regiões Sul e Sudeste. Geograficamente, o empreendimento corta os estados de São Paulo e do Paraná.

A configuração técnica total de Ananaí engloba uma extensão de 363 quilômetros de linhas de transmissão operando nas classes de alta tensão de 500 kV e 525 kV. A arquitetura de rede inclui ainda a integração e expansão de quatro subestações, cujos acessos são integralmente controlados e operados pelas equipes de Operação e Manutenção (O&M) da TAESA, otimizando custos e capturando sinergias operacionais no cinturão de transmissão do Sul do país.

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