Etapa inicial representa 5% da receita do empreendimento, que contempla mais de 940 km de linhas de transmissão em cinco estados brasileiros
A ENGIE Brasil Energia anunciou o início da operação comercial do primeiro trecho do projeto Graúna, arrematado no Leilão de Transmissão ANEEL 02/2024. A liberação, concedida pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), marca um novo avanço da companhia no segmento de infraestrutura de transmissão de energia elétrica, fortalecendo sua presença em ativos estratégicos do setor.
O trecho operacional abrange quatro linhas de transmissão e duas subestações próprias localizadas nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, totalizando 162 km de rede. Com isso, o empreendimento passa a gerar uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 14 milhões – montante equivalente a aproximadamente 5% da RAP total estimada do projeto.
Além da relevância econômica, esta fase representa um marco operacional para a ENGIE: é o primeiro ativo do portfólio de transmissão da empresa operado simultaneamente de forma remota e local com equipe 100% própria. A conquista reforça a capacitação técnica da companhia e seu compromisso com a excelência na gestão de ativos de infraestrutura energética.
Projeto estratégico com abrangência nacional
Denominado Graúna, o projeto completo contempla mais de 940 km de linhas de transmissão em corrente alternada (CA), distribuídas por cinco estados brasileiros. Além dos ativos já operacionais, estão previstas a construção de aproximadamente 780 km adicionais de novas linhas, com obras em estágio inicial de execução nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
A etapa greenfield envolve também a implantação de duas subestações e um seccionamento, fundamentais para a expansão da malha elétrica nacional e o reforço da confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com uma RAP global estimada em R$ 268,3 milhões (valores de junho de 2025) e prazo de concessão de 30 anos, o projeto consolida o papel da ENGIE como uma das principais operadoras privadas de transmissão de energia no país, com foco em ativos de longo prazo, eficiência operacional e sustentabilidade.
“O projeto Graúna reforça o nosso posicionamento estratégico no setor elétrico brasileiro, consolidando nossa presença na transmissão de energia e contribuindo para a segurança e confiabilidade do sistema nacional”,
comenta Gustavo Labanca, Diretor de Transmissão de Energia da ENGIE Brasil Energia.
ENGIE acelera estratégia de crescimento em infraestrutura energética
A entrada em operação do trecho inicial do Graúna ocorre em um momento estratégico para a ENGIE, que vem ampliando seu portfólio de ativos no setor de transmissão como parte de uma visão de crescimento sustentável e diversificação das receitas.
Nos últimos anos, a companhia tem intensificado sua atuação em infraestrutura regulada, como leilões da ANEEL, aproveitando sinergias com sua expertise consolidada no setor de geração – em especial nas fontes renováveis. A consolidação da presença no segmento de transmissão permite à empresa atuar de forma mais integrada em toda a cadeia de valor da energia, com foco em confiabilidade, segurança energética e descarbonização.
A operação com equipe própria, tanto remota quanto local, também sinaliza a maturidade da estrutura interna da companhia no segmento, possibilitando maior controle técnico, redução de custos e respostas mais ágeis às necessidades operacionais.
A importância da transmissão para a transição energética
A ampliação da infraestrutura de transmissão tem papel central no processo de transição energética no Brasil. À medida que a matriz elétrica brasileira se torna cada vez mais renovável, com forte penetração de fontes eólica e solar, cresce também a necessidade de redes robustas e modernas capazes de integrar as novas usinas – muitas delas localizadas em regiões remotas – aos centros de carga.
Projetos como o Graúna são essenciais para garantir essa interligação, ampliar a resiliência do sistema elétrico e viabilizar o escoamento de energia limpa em larga escala.



