Arauco energiza linha de 230 kV e viabiliza injeção de 200 MW excedentes no SIN

Com 95 km e 192 torres, estrutura conecta o Projeto Sucuriú à SE Ilha Solteira 2 para comissionamento de megafábrica de US$ 4,6 bilhões

O Projeto Sucuriú, empreendimento da Arauco para a implantação da maior fábrica de celulose do mundo em etapa única, atingiu uma etapa decisiva em seu cronograma de infraestrutura elétrica. Às 23 horas do dia 31 de outubro, a empresa iniciou a energização da linha de transmissão de alta tensão em 230 kV que conecta a futura planta industrial ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio da Subestação Ilha Solteira 2, em Selvíria (MS).

A nova estrutura se estende por 95 quilômetros ao longo de áreas rurais dos municípios de Inocência e Selvíria, sustentada por 192 torres de transmissão. A energização viabiliza os ensaios da fase de comissionamento da unidade e consolida a infraestrutura necessária para o escoamento da energia gerada na planta a partir da biomassa do processo fabril.

Ao avaliar o avanço na integração da fábrica à malha elétrica nacional, o diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú, Claudinei Santos, ressalta a disciplina operacional na execução das obras: “Esse avanço reflete o compromisso de toda a equipe com a segurança das operações e com o cumprimento do cronograma de implantação da fábrica. Com início de operação previsto para o último semestre de 2027, a fábrica também terá a geração de energia elétrica a partir da produção de celulose. Serão cerca de 200 megawatts (MW) excedentes que serão disponibilizados ao sistema nacional, contribuindo para ampliar a oferta de energia ao País.”

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Faixa de servidão de 50 metros e protocolos de segurança

Paralelamente à energização do ativo, a Arauco estabeleceu diretrizes técnicas e operacionais para resguardar a integridade física de transeuntes, comunidades locais e ativos elétricos. O traçado da linha de 230 kV compreende uma faixa de servidão com largura total de 50 metros, sendo 25 metros de projeção para cada lado do eixo central dos cabos, na qual incidem restrições regulatórias à construção de edificações, manejo de determinadas culturas agrícolas e queimadas nas proximidades.

Ao detalhar as condicionantes operacionais da faixa de servidão para mitigar interferências no trecho de transmissão, o gerente executivo de Projeto e Implantação do Projeto Sucuriú, Leonardo Crociati, pontua as orientações aos proprietários vizinhos: “Entre as principais recomendações estão manter distância das torres e dos cabos e não realizar queimadas nas proximidades da rede, já que o fogo pode comprometer a estrutura e provocar acidentes graves. Também não se deve soltar pipas, balões ou outros objetos que possam entrar em contato com os fios. Nessa área, o uso e a ocupação estão sujeitos a restrições e critérios específicos de segurança, incluindo limitações à implantação de edificações e determinadas culturas ou atividades que possam interferir na operação segura da linha.”

Avanço físico de 80% e aporte de US$ 4,6 bilhões

Com as obras civis ultrapassando 80% de conclusão em outubro e atingindo o pico de contratação de mão de obra, os trabalhos do Projeto Sucuriú entram na fase de montagem final de equipamentos e alinhamento dos procedimentos de teste de carga.

Ao projetar o encerramento do comissionamento e a curva de aprendizagem até o início das operações industriais, Santos detalha a transição para a fase produtiva: “Nesta etapa, serão realizados ajustes nos equipamentos e processos, além do alinhamento das equipes aos procedimentos operacionais, para garantir que a fábrica alcance os padrões de qualidade esperados para a produção de celulose.”

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O investimento total no Projeto Sucuriú é estimado em US$ 4,6 bilhões. Situado em um terreno de 3.500 hectares próximo ao Rio Sucuriú, o empreendimento marcará a estreia da divisão de celulose da companhia chilena no mercado brasileiro, com capacidade projetada para 3,5 milhões de toneladas por ano de fibra curta. A partida operacional está prevista para o final de 2027, mobilizando mais de 14 mil trabalhadores no pico da obra e cerca de 6 mil profissionais diretos e indiretos nas operações industrial, florestal e logística.

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